Home Activismo Na minha terra dir-se-ia : elite da tuge !

Na minha terra dir-se-ia : elite da tuge !

por Joffre Justino

Um diz colegas são …. ( diria o outro as puras donzelas… ele nem isso) esquecendo que quem inventou essa frase “colegas são as putas” a casta castrense dizia que eles ( ao tempo eram todos “eles”,… e mesmo assim perderam a guerra) eram camaradas! 

Leiam abaixo e percebam como há que denunciar este ridículo debate  imagine-se … académico  ! 

Imagine-se então os digníssimos professores tratarem-se por “camaradas” ! Isso é que nunca não Ribeiro Mendes ? 

Que ridícula perda de tempo ( deve ser do lazer covidiano… ou será sempre assim?) em vez de prepararem as aulas ou de investigarem debaterem este “tão essencial” tema!?

Ah pobre Tomar! Triste politécnico!  Raio de Educação que gera a irresponsabilidade social em nome da “importância de se chamar ‘ernesto’ “ diria Oscar  Wilde … vivam os estatutos sociais os elitismos os poderosos ! E pimba! 

DestaqueInsólito

Polémica no Politécnico por causa da palavra “colegas”

por

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Redação

30/10/2020, 16:35

13

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Tudo começou quando o administrador do Instituto Politécnico de Tomar, José Júlio Filipe, enviou um email a tratar os professores por “colegas”, tratamento de que alguns docentes não gostaram.

José Faria Paixão, José Ribeiro Mendes e Ana Rosa Cruz foram alguns dos professores que protestaram contra aquele tratamento e fizeram saber que na comunidade académica existem professores, funcionários (não docentes) e alunos ou estudantes.

Consideram não ser adequada a utilização daquela terminologia numa classe dirigente no ensino superior. Lembram ainda que o administrador desempenha funções na qualidade de representante do pessoal não docente e por isso não deve tratar os professores por “colegas”.

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O administrador argumenta que todos (dirigentes, docentes, não docentes) são Trabalhadores em Funções Públicas, e como tal, todos são colegas.

Pelo que apurámos, a classe docente do IPT tem manifestado um descontentamento generalizado em relação à forma como o administrador se dirige aos professores, ao ponto de fazerem chegar à presidência do IPT um texto de protesto subscrito por largas dezenas de docentes.

“Tomar na Rede” teve acesso à troca de alguns emails:

Caros colegas

Prezados estudantes,

Tendo em conta a recente divulgação da deliberação do Conselho de Ministro de 22 de outubro que veio estabelecer a proibição da circulação entre concelhos, entre as 00:00 horas do dia 30 de novembro e as 24:00  horas do dia 3 de outubro, remeto em anexo comunicado do IPT com a orientações a seguir nesta matéria.

Saudações,

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José Júlio M. Martins Filipe

Administrador

Assunto: Colegas são …

Meu caro José Júlio Filipe

Estou surpreendido com o facto de continuar(es) a tratar os Professores docentes por “colegas” e como “colegas”.

Digo continuar porque já houve uma chamada de atenção sobre esta forma de comunicar no desempenho das funções enquanto Administrador.

Isto porque estamos a ser contactados pelo administrador do Instituto Politécnico de Tomar, e com todo o respeito, não me considero colega da personalidade nesse cargo apesar de estar a ser incluído como destinatário dos seus comunicados e informações. Não gosto nem julgo ser esta uma forma de comunicação adequada, e com classe, numa instituição de ensino superior.

Decorre dos próprios estatutos do Instituto Politécnico de Tomar existirem representantes de Professores, de estudantes e de não docentes. Aliás julgo que o próprio José Júlio Filipe desempenha também funções na qualidade de representante do pessoal não docente.

Em futuras comunicações que me considere(s) como destinatário agradeço se me dirija(s) ou como Professor Coordenador ou como Funcionário Público ou outra forma que julgue(s) adequada à exceção de colega. Evita, por favor, tratar-me por colega.

É um termo que tipicamente não utilizo e que confesso considero não ser muito adequada a sua utilização numa classe dirigente no ensino superior.

Regras, normas e sensatez no tratamento social, seja em contexto institucional, empresarial ou como cidadão, não podem nem devem ser estigmatizadas nem relevadas para uma utilização comum ordinária. Mesmo em alguns contextos de “colegas de trabalho” temos que os saber distinguir e não os devemos utilizar como subterfúgio para eliminar, ou afirmar, autoridades ou responsabilidades sociais. Há determinados termos que têm que ser muito bem utilizados e com alguma regra.

Houve já outras personalidades que desempenharam as funções de Administrador no Instituto Politécnico de Tomar e, jamais, algum teve o desplante de se dirigir como “colegas” aos Professores. Nem eu, jamais, tive o desplante de me dirigir ao pessoal não docente como “colegas”. Pelas mesmas razões, apesar de pertencermos à mesma instituição, nunca me dirigi aos alunos como “colegas”.

José Ribeiro Mendes, Professor Coordenador

PS – Não vou nem quero aqui analisar se trato os funcionários em funções públicas (Presidente da Republica, Ministros, Deputados,…, Bombeiros Municipais, …Técnicos superiores, Administrativos,) por “colegas”.

Caro Eng.º José Mendes,

Sobre o assunto do seu email não tenho nada mais a acrescentar à opinião que

já transmiti anteriormente a outrem e que como o seu texto indica, já

conhece.

Tenho, no entanto, que o esclarecer que não lhe reconheço nem a si nem a

quem anteriormente me enviou um email com idêntico sentido, seja o direito,

seja a legitimidade, para me fazer avisos ou chamadas de atenção a propósito

seja do que for, que, por isso mesmo, não aceito.

Assim, encararei, quer este seu email, quer o que anteriormente recebi com o

mesmo sentido, como um mero exercício de opinião que tem o valor que cada um

lhe quiser dar.

Fique, porém, tranquilo que não faço questão absolutamente nenhuma de o

tratar como colega, pelo que se tem aversão a ver-me como um colega desta

instituição, passarei a agir consigo em conformidade com esse seu

sentimento, pois não quero ferir suscetibilidades.

Sem mais

José Júlio Filipe

Administrador

Prezado Senhor Administrador por Nomeação do IPT

Lic. José Júlio Filipe 

Por estranho que aparente estou de acordo com Va Exa.

Com efeito, juridicamente, somos todos colegas. 

Todavia, esse simples facto de “parecer” sermos todos do “mesmo saco” é a razão de fundo da forma discricionária como os Professores, independentemente do grau de ensino ou equipamento escolar, são vistos pela Sociedade Portuguesa, salvo naturalmente casos pontuais, como um grupo de trabalhadores desvalorizado e com muito pouco préstimo….

A forma como o Ensino e a Cultura têm  sido desprezados desde há muitas legislaturas, cria a existência de nichos de outras Categorias de TFP que, por razões variadas, menosprezam quem está “no topo da cadeia de Ensino”.

Refiro-me ao comportamento do País que se chama Portugal.

Porém, também concordo com o Senhor Professor José Paixão. 

Todas (os) Professoras (es) do IPT, trabalham para que o Conhecimento seja transmitido aos nossos estudantes e partilhado com os seus pares.

Dito isto, com a franqueza que me caracteriza, dir-lhe-ei, Senhor Administrador por Nomeação  que, factualmente falando, o Senhor NÃO é “colega” de nenhuma Professora e Professor desta casa, que eu , muito humildemente, ajudei a pôr de pé, para que se criasse  espaço para a expansão da Escola Superior de Tecnologia de Tomar do Instituto Politécnico de Santarém. 

Penso, que tão pouco o Senhor é “colega” do nosso Presidente, Vice-Presidente, Pro-Presidentes.

Mais depressa posso eu afirmar que o nosso Presidente e eu somos colegas.

Sabe porquê?

Tenho a certeza absoluta que saberá, mas faço questão de sublinhar que, o meu amigo João Coroado foi contratado como Geólogo para a área de Arqueologia, dirigido ao tempo pelo 1o Doutorado desta casa, Professor Doutor Luiz Miguel Oosterbeek. O Senhor Professor José Bayolo Pacheco de Amorim era ao tempo Director do Departamento de Arte, Arqueologia e Restauro.

Parafraseando a Bíblia, “Naquele tempo” o Senhor não fazia parte “da velha guarda”.

Sou capaz de compreender a sua incompreensão. 

Ela é apenas um paradoxo.

Existe uma diferença entre o TFP que “veste a camisola” e o TFP que aguarda calmamente por directivas, e porque essa diferença é determinante para o sucesso ou para o fracasso de uma instituição, não somos “colegas”.

Diz o sábio ditado popular , que se aplica a este mote como uma luva ” … cada macaco no seu galho …” .

Aqui lhe mostro qual é o meu galho:

Ana Cruz 

1a Técnica Superior da ESTT,  hoje IPT

Arqueóloga 

Doutorada (UTAD) e Pos-Doutorada ( UC)

Com os meus melhores cumprimentos e desejos de sucesso na sua vida profissional,

a.C.

Ana Rosa Cruz

Estimado Sr. Administrador

Talvez por lapso dirigiu-se a ” caros colegas, prezados estudantes”…

Lamento mas não me revejo nem como “caro colega” nem como “prezado estudante”.

Julgo, caso errado diga-me, que na comunidade académica existem ainda professores, funcionários e alunos.

Não me preocupo apenas pela minha pessoa mas zelo também pelos meus colegas.

Respeitosos cumprimentos.

José Manuel BH Faria Paixão

Caro Dr. Paixão:

Na Administração Pública, independentemente da carreira e categoria em que cada trabalhador esteja integrado (dirigentes, docentes, não docentes) todos temos a mesma qualidade, a de  Trabalhadores em Funções Públicas, e, como tal todos somos colegas, cada um na sua função própria, da mais qualificada à menos qualificada, mas todos com a mesma dignidade e merecendo o mesmo respeito.

José Júlio M. Martins Filipe

Administrador

Estimado Sr. Administrador

Após leitura atenta da sua resposta tenho a informar que não retiro uma única palavra ao mail por mim enviado.

Quanto à ” igual dignidade” por si mencionada irei refletir solidamente acerca da mesma…parece-me que nem todas as pessoas o são…

Dou por terminado este assunto, portanto: ponto final!

Respeitosos cumprimentos

José Manuel BH Faria Paixão

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