Home Artes Poesia de Natália Correia musicada

Poesia de Natália Correia musicada

por Joffre Justino

O recente trabalho de Luis Gil Bettencout, açoreano como Natália Correia divulgará a sua poesia, sendo que este musico considera que ainda não foi dado o devido valor à “mulher de armas” de quem guarda memórias no Botequim.

“Ainda não se falou de Natália, ainda não se agarrou Natália da devida forma e há que aproveitar espaços como o Outono Vivo e outros para chamar à atenção. Eu não sou o dono da razão, nem nunca Tal como muitos outros açorianos, Luís Gil Bettencourt conhecia pouco da obra poética de Natália Correia, mas bastou-lhe “uma tarde” para musicar seis poemas e hoje diz-se “apaixonado”.

Eis porque sendo da ilha Terceira e com um percurso ligado sobretudo ao rock e à organização de eventos, Luís Gil Bettencourt lança no domingo um CD com seis poemas musicados de Natália Correia, no festival literário Outono Vivo, na cidade da Praia da Vitória.

Ele comemora assim a poetisa, nascida em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, lembrando as idas ao bar Botequim, em Lisboa, onde descobriu  “uma mulher de armas” e “com uma força incrível … Senti que ela própria sabia que na sua terra ainda não a tinham olhado de forma correta. Essa distância era mais do que notória na forma de ela falar”, salientou.

Para Luís Gil Bettencourt, que já tinha musicado poemas dos açorianos Antero de Quental e Vitorino Nemésio, criar músicas para estes autores tem sido uma “aprendizagem incrível … Geralmente quando gravamos ou musicamos poemas de alguém, a nossa intenção é o formato das cantigas, com refrãos. E musicar poesia, para mim, continua a ser uma aprendizagem incrível. O mais importante é a palavra. Nem que seja sempre a mesma melodia, desde que sirva o poema, desde que sirva para transportar a palavra de uma forma interessante, que uma pessoa possa fazer justiça à palavra, isso é que é o importante”, sublinhou o musico.

A pedido do amigo António Terra já tinha musicado o poema “Ode à Paz” de Natália Correia para um concerto em Oeiras, experiência que o entusiasmou a criar um “pequeno registo” seu com outros poemas.

“São necessidades que uma pessoa por vezes sente. Nada está programado e do nada aparece a ideia”.

“A escrita da Natália, de certa forma, é importante para todos nós. Para mim, está a ser uma aprendizagem incrível. E com a minha idade se me faz sentir bem este exercício, o que não poderá ser para os mais novos”, defendeu.

0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.