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A bastonária das greves

por Joffre Justino

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse hoje, segundo a Lusa, em Coimbra, que nunca teve dificuldade, pessoal ou institucionalmente, em pedir desculpas quando elas são devidas aos portugueses, a resposta certa  a quem só sabe provocar nem fazendo política nem fazendo ciência e técnica profissional.

Num país democrático de tradições esta senhora nem dirigente de um clube de bairro seria diga-se e estranha-se que um verdadeiro reformista como Rui Rio não a tenha expulsado já do PSD!

Marta Temido assegurou que nunca teve, “pessoalmente ou institucionalmente, dificuldades em pedir desculpas quando elas são devidas aos portugueses” e tudo  por causa de um imoral ‘crowdfunding’ da greve para uns cirúrgica para outros assassina.

Ana Rita Cavaco reagia ao resultado da ação da inspeção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a quatro plataformas eletrónicas de financiamento colaborativo (PPL, Novobancocrowdfunding, Boaboa e Crowdfunding) que estavam ativas no início do ano, entre as quais a que promoveu a campanha de recolha de fundos promovida pelos enfermeiros.

Na sequência da inspeção, se a ASAE não encontrou ilícitos na campanha promovida pelos enfermeiros, através da PPL para financiar duas greves nos blocos operatórios, a verdade é que esta forma de captação de fundos se assemelha demasiado às viagens ditas de estudo e ditas científicas de médicos pagas pelas farmacêuticas que não honram ninguém! 

“O Ministério da Saúde ainda não foi notificado, ainda não recebeu qualquer decisão sobre esse tema” pelos menos “até ontem [sexta-feira]”, acrescentou Marta Temido com o seu habitual e seguro sorriso e calmo estar nada a comparar com os da dita bastonária que tanto envergonha os enfermeiros. 

Além disso, salientou a ministra, “também não corresponde à realidade que tenha havido da parte do Ministério da Saúde qualquer insinuação” sobre o assunto acrescentando, “Quando há situações relativamente às quais temos dúvidas, em termos do enquadramento legal, aquilo que temos de fazer é entregar a sua análise às entidades legalmente competentes …

Se não se constatar a existência de nenhuma situação duvidosa, obviamente que ficamos satisfeitos”, concluiu uma das ministras que mais respeitamos.

Joffre Justino 

Imagem destaque: Lusa 

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