Home Opinião Uma greve não é uma birra de meninos de escola sr ministro do Ambiente !

Uma greve não é uma birra de meninos de escola sr ministro do Ambiente !

por Joffre Justino

Talvez o sr ministro do Ambiente não saiba, mas uma greve implica, da parte do trabalhador, de quem a vai praticar, um serie de ponderações,  e todas difíceis.

A menos importante no longo prazo, mas mais difícil é a perda de salário, sem fundo de greve ( à enfermeiros entao (!) com fundos pagos pelas unidades hospitalares privadas, que facil é!) pois não se vive “à rica” em Portugal mesmo quando se trabalha,  12, 14, 16h dia! 

E nesse contexto destes periodos normais diarios é um escandalo o ministro ( um ministro de um governo PS!) vir falar em 60h semanais confundindo “ambiente” laboral normal com ambiente laboral de greve!

E porque, algo que nem o sr ministro de trabalho parece lembrar-se, dada a pequenez da sia experiência grevista, o que implica mais com a vivência laboral é a rotura patrão / trabalhador numa greve e que ate tem tendência de continuidade no pós greve pois numa relação laboral a confiança é determinante! 

E quando se trata de uma greve de setor pior,  pois será uma rotura entre todos os trabalhadores e todos os patrões,  havendo pouca fuga para uma mudança de patrão…

Daí que quando o sr ministro do Ambiente vai aos media ameaçar com sanções, gera uma rotura de solução difícil pois os trabalhadores esperam do governo – isenção e não ameaça!

E quando neste “ ambiente” psico social o ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social,  vem desafiar os motoristas em greve e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias, Antram, a negociar, sabendo os trabalhadores que ele pode fazer mais, pode obrigar o patronato  a negociar ( venha a Arbitragem ), mesmo estando fora da mesa de negociações estará obrigatoriamente lá, tal como os trabalhadores, o apelo sabe ao pouco sabe ao aue se consubstancia na Concertação social e no pacote laboral Vieira da Silva ! 

Pelo que não espanta ninguém que o porta-voz dos motoristas de matérias perigosas afirme, hoje, 14 de Agosto, que os trabalhadores não vão cumprir serviços mínimos,  nem a requisição civil, pois são todos solidários  para com os colegas que foram notificados por não terem trabalhado na terça-feira, “Em solidariedade para com os seus colegas [que foram notificados], ninguém vai sair daqui hoje”, assegurou diz a Lusa, Pedro Pardal Henriques esta manhã,  em Aveiras de Cima, Lisboa, “Ninguém vai cumprir nem serviços mínimos nem requisição civil, não vão fazer absolutamente nada”, assumiu o assessor jurídico Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

Dizer assim, como fez o ministro do Ambiente e sem pejo” Foi-nos comunicado [pelas empresas] o não cumprimento da requisição civil por parte de 14 trabalhadores”, sem uma investigação isenta, assumindo “logologo”,   a verdade de uma das partes  da verdade que tem duas partes  é gravíssimo, pelo que urge retira-lo do palco da greve  sr primeiro ministro, antes que  hajam mais incidentes!  

O pais não precisa de gasolina na fogueira !  

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