Home América Latina Guaidó sonha com intervenção militar estrangeira e golpes de estado

Guaidó sonha com intervenção militar estrangeira e golpes de estado

por Joffre Justino


Carlos Vecchio, representante em Washington do opositor venezuelano Juan Guaidó participou recentemente estaria a tentar uma reunião com o Comando Sul dos EUA para discutir temas de cooperação e planejamento, “a fim de aliviar o sofrimento do povo venezuelano e restabelecer a democracia”. A iniciativa foi já classificada como uma “aberração” pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que afirmou na TV que “lemos e rejeitamos uma aberração, uma carta em que um dos golpistas que hoje se esconde em Washington pede a intervenção militar na Venezuela”.

A delegação de Guaidó nos Estados Unidos afirmou que espera que a reunião aconteça nos próximos dias sendo certo que a tensão aumentou pois a polícia iniciou uma operação para desalojar a embaixada da Venezuela em Washington, tomada há várias semanas por ativistas americanos contrários à entrada da delegação liderada por Vecchio.

“As autoridades já deram o passo”, confirmou à AFP Rafael Alfonso, membro da delegação de Carlos Vecchio, ao falar sobre a operação.

Pouco depois da meia-noite, no entanto, a operação de desalojamento não estava concretizada: quatro ativistas se recusavam a deixar a sede diplomática, enquanto a polícia – que inicialmente quebrou o cadeado e retirou as correntes da porta – protegia o edifício.

E ainda para mal de Guaidó, as convocatórias para novos protestos têm recebido pouco apoio desde que Guaidó liderou a fracassada tentativa de rebelião ao lado de um pequeno grupo de militares no dia 30 de abril, que provocou a prisão de Edgar Zambrano, vice-presidente do Parlamento opositor, e a abertura de processo contra outros nove deputados sendo que três deles se refugiaram em sedes diplomáticas e outro fugiu para a Colômbia com a já Organização de Estados Americanos, OEA a condenar nesta terça-feira a prisão de Zambrano e a exigir sua libertação mas sem condenar o golpe falhado de Guaidó. 

Recorde-se o fracasso do protesto nacional do sábado passado que só reuniu duas mil pessoas em Caracas e um menos de unas dezenas de pessoas em outras cidades e a iniciativa para incitar os soldados a desertar também teve pouca participação.

Desde janeiro “a estratégia da oposição tem sido aumentar a pressão interna e externa para produzir a fratura na cúpula do governo e isso não foi cumprido. O governo se mantem coeso”, disse à AFP o cientista político Ricardo Sucre.

“Guaidó vendeu a percepção de que o apoio a Nicolás Maduro dentro da Força Armada não era tão forte”, mas a realidade foi diferente, por isso que “agora tem menos poder de negociação”, esclarece o Eurasia Group  mas como a participação provavelmente continuará em queda nas próximas semanas”, tal levará Guaidó a se “centrar cada vez mais em atores externos (…), sugerindo explicitamente o apoio militar dos Estados Unidos”, isolando-se mais e mais 

Joffre Justino

0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.