Home Cidadania O status contra os criativos, numa economia que assim não cresce.

O status contra os criativos, numa economia que assim não cresce.

por Mário Alves

Estar com o ‘designer’ Miguel Vieira que teve hoje lotação esgotada na apresentação da coleção outono-inverno/2020 na semana da moda masculina de Milão é levantar a crítica ao modelo dominante no empresariado luso – autoritarismo e falta de vontade em arriscar.

O verdade o empresariado luso em geral segue a moda não a faz vimos tal neste expansivo turismo que não cria diferença que segue o déjà vu e claro que se assume sempre sempre ao lado do conservadorismo

Este designer de sucesso europeu pede ao Governo mais apoio à moda portuguesa com a criação de cotas para produto nacionais um desafio que nos faz lembrar o ministro da Cultura que se apresentava nas tv’s com moda francesa já que o era e a via também como ato cultural

À Lusa depois de apresentar 40 coordenados da nova coleção, “Um inverno em África”, que deve chegar às lojas a partir de 15 de agosto, o criador assume que o Governo e os empresários portugueses deveriam apoiar mais os ‘designers’, porque Portugal não é um país com tradição na moda.

“Sensibilizar os empresários, criar cotas para haver produto português e tentar fazer uma grande campanha para se consumir aquilo que é português e para os industriais também perceberem que “têm de ajudar os ‘designers’”, foram algumas medidas elencadas esta tarde por Miguel Vieira, que celebrou em 2018 18 anos de carreira e apresentou hoje pela quinta vez consecutiva as suas coleções na semana da moda masculina em Milão.

Miguel Vieira diz-nos que foi especialmente complicado apresentar a coleção outono-inverno/2020, pois as fábricas estiveram fechadas no período do Natal e só reabriram no dia 07 de janeiro o que reforça claro a dúvida acima segundo a qual o empresariado luso em média segue a moda não a cria e realce-se no setor da moda e em qualquer outro!

E queixa-se o estilista “As fábricas começaram a trabalhar esta semana, dia 07, e, portanto, tive de ter uma coleção quase pronta em novembro e novembro é uma corrida muito grande, porque Portugal, Espanha e Itália, que são três países em que dependemos de tecido, sapatos, peles, etc e tudo estava fechado”.

A coleção de Miguel Vieira foi hoje vista por cerca de 500 pessoas na Via Tortona 54 de Milão e num inverno menos rigoroso do que o inverno na Europa, Miguel Vieira explicou à Lusa que a nova coleção traduz também a forma como se vive hoje em dia, em que as pessoas passam muito tempo em locais climatizados e não precisam de abrigos tão pesados como outrora.

Foto de destaque: LUSA

JJ

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