Home Economia Ser Economista e ficar na moedinha

Ser Economista e ficar na moedinha

por Joffre Justino

A Lusa decidiu questionar os economistas sobre o euro e eles terão decidido considerar que o euro evitou um “desastre maior” nas contas públicas portuguesas e reduziu os custos de financiamento dos países da moeda única, sendo o balanço claramente positivo dando pois uma resposta à antiga isto é na realidade defensivamente nacionalista .

Na verdade o Euro como se vê pelos próprios economistas, não é apresentada como a moeda da UE mas como a melhor solução para Portugal, resposta insuficiente mesmo neste contexto.

Diz a Lusa que Ricardo Ferreira Reis acha que o Euro foi um sucesso “ O meu balanço é francamente positivo”, considera Ricardo Ferreira Reis, professor da Católica Lisbon School of Business & Economics, sobre os 20 anos de Euro que irá acontecer no próximo dia 01 de janeiro.

Segundo a Lusa, outra vez Ricardo Ferreira Reis ( RFR), entende que o balanço é triplamente positivo porque e numa dimensão global, “estou convencido de que a existência do Euro permite uma afirmação da economia europeia face ao crescimento de blocos, como o chinês, que ainda não tem uma divisa forte no contexto internacional”, esquecendo que ao contrário da China por mero exemplo, a UE, a economia do euro não é um espaço único e integrado com harmonia construída secularmente, mas sim uma economia simplesmente a 3 velocidades no mínimo, gerada precisamente pelo Euro e pelo BCE que é dominado pelo eixo nacional imperial alemão francês.

Em segundo lugar, e é RFR que diz, “a introdução de uma divisa europeia que cada vez mais se afirma no espaço dos mercados financeiros globais é muito importante para a dimensão europeia, fortaleceu imenso aquilo que é a aventura da União Europeia (UE)” o que é uma autêntica falácia pois uma moeda necessita de política externa comum e de defesa comum o que inexistência o que não existe e faz que o euro dependa da NATO e ao depender, passa a ter a política externa dos EUA o que faz do Euro somente uma espécie de Dólar dois.

E sem pensar estrategicamente, RFR entende que a moeda única “é um patamar de integração bastante ambicioso porque, de facto, tirou muito do que era a liberdade de política monetária aos vários países”, criando “uma exigência de integração muito grande” errando de novo, porque não há na UE integração mas dependência face ao eixo germano francês.

Acha RFR na sua terceira dimensão, a nacional, que “Também aqui daria uma nota positiva, no sentido em que temos cumprido o que são as obrigações da moeda única. Mas aqui a nota não é tão lisonjeira porque isto é uma espécie de puxão de orelhas contínuo de disciplina imposta aos governos portugueses, que acho que não existiria se estivéssemos fora do euro”, em terceiro erro que para o reconhecer, basta ver como Portugal integrou entre 500 a 700 mil pessoas entre 1975/79 e voltou a integrar mais de 300 mil durante o tempo da guerra civil angolana e agora em menor monta com o recuo para sul dos fracassados dos países de Leste.

Ja Rui Bernardes Serra, RBS, economista-chefe do Montepio, acha também que “o balanço é positivo” e “a principal conquista foi a estabilidade de preços e a pertença a uma região com uma moeda forte e única, gozando de taxas de juro bem mais baixas do que as observadas antes de se iniciar o ajustamento” quando na realidade os preços não funcionam com equivalência salarial nem com concorrência real com outras moedas em outros mercados. 

RBS inventa ao considerar que “fazer parte do Euro permitiu, ainda, reduzir os custos de transação e de incerteza relacionados com a volatilidade do mercado cambial”, pois limitou-se a limitar as moedas em concorrência, tornando-a simplesmente mais complexa, mesmo que simplifique a comparação de preços e tenha dado origem a uma maior  não concorrência mas dependência para com o eixo germano francês.

Assim, o Euro limitou-se a concentrar riqueza e poder, a fragilizar economias e portanto limitar possibilidades, enfraquecendo a diversidade no mercado em vez de a enriquecer e por aí gerar mais economia e com ela mais alternativa e claro outra forma de riqueza e da sua distribuição.

Foto de destaque: Visualhunt

Joffre Justino

0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.