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Crime Ambiental recorrente porquê?

por Nardia M

Torna-se recorrente esta situação no concelho de Santarém com as indústrias a destruírem a qualidade da água.

Desta feita o presidente da Junta de Freguesia da Moçarria, claro que do concelho de Santarém, denunciou hoje mais uma descarga na ribeira da Asseca ocorrida no domingo, que provocou “a morte de todos os peixes”, deixando “um cheiro nauseabundo”.

À lusa Marcelo Morgado disse que militares do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR recolheram hoje amostras, tendo sido levantado um auto de contraordenação a uma indústria, estranhamente não referida, sabendo-se que do setor dos tomates.

Tal como diz o autarca, esta situação acontece todos os anos associada ao que parece ao início da campanha do tomate devido a descargas poluentes, “mas nunca como esta”.

Há que questionar de uma vez por todas o porquê de não existirem empresas penalizadas e até encerradas perante esta sistemática repetição de casos que degradam a água de tantos de nós.

Assim no Domingo passado, a ribeira da Asseca, que atravessa várias freguesias do concelho de Santarém até desaguar no Tejo em Valada no Cartaxo “voltou a apresentar sinais evidentes de poluição, com dezenas de peixes mortos em vários locais do percurso”, segundo o presidente da Junta Marcelo Morgado em informação enviada a várias entidades, acompanhada por fotografias que “não podem ilustrar a intensidade do cheiro nauseabundo”.

Segundo o autarca a cor alaranjada da água e a existência de detritos que incluem sementes levam a suspeitar-se de uma descarga a partir de uma indústria de tomate, havendo a possibilidade de existir alguma substância tóxica que possa ter originado a morte dos peixes.

A referida informação foi enviada aos responsáveis autárquicos dos concelhos de Santarém e de Rio Maior, à Agência Portuguesa do Ambiente, APA, ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente, SEPNA da GNR, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e aos vários partidos políticos, dando nota de que o curso de água “apresenta mau cheiro, uma cor escura, espuma, e muitos peixes mortos, nomeadamente junto à chamada Ponte do Seixal”.

“Cabe-me, enquanto presidente da Junta de Freguesia de Moçarria, lamentar que a ribeira volte a estar neste estado (…) praticamente todos os anos, coincidindo com o início da campanha do tomate”, diz o presidente de junta que pede que seja investigado “este cenário de horror”.

Sendo tal situação recorrente em anos seguidos porque será que nada é feito para travar este crime ? .

Nardia M.

 

Foto de destaque: Arquivo (Renascença)

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