Home Direitos e Deveres Há recuo … ou fingimento no Santuário de Fátima? Esperemos o recuo …

Há recuo … ou fingimento no Santuário de Fátima? Esperemos o recuo …

por Joffre Justino

Todos nós ouvimos uma porta voz do Santuário de Fátima Carmo Rodeia a dizer nas tv’s que o Santuário se preparava para despedir 50 pessoas do seu conjunto de funcionários!

Hoje o Santuário diz que “nenhuma das 24 demissões que ocorreram ao longo deste ano” correspondeu a extinção de postos de trabalho e que “nenhum trabalhador foi convidado” a deixar a instituição, o que torna tudo bem mais confuso pois parece que além das 50 já houve as acima referidas 24 demissões que terão acontecido “…por motivos de reforma, por não renovações de contrato de trabalho a termo e um terço das mesmas por iniciativa do trabalhador”.

Todos ouvimos a mesma porta voz dizer que os 50 despedimentos resultavam da queda abrupta nas receitas causadas pela epidemia de covid-19.

Agora um comunicado do Santuário de hoje desmente a senhora afirmando  que “qualquer número que tenha sido referido em respostas anteriores aos jornalistas foi no sentido de sublinhar que não estava em curso um plano de despedimentos e que eventuais rescisões não seriam nos números que circulavam na comunicação social”…. (?), aliás diz o Santuário que “nenhum trabalhador foi convidado a deixar a instituição” mas sublinha que “foi feita uma apresentação das atuais dificuldades … Foi dito que, dada a redução de atividade, o Santuário está recetivo a propostas para a realização de acordos de revogação de contrato, garantindo que aqueles que estejam mais próximos da idade de reforma possam manter o seu atual rendimento até essa data”, enfim sugerindo reformas antecipadas 

Seguindo por exemplo casinos chineses perante a pandemia o Santuário está também disponível para a concessão de licenças sem vencimento, nos casos em que isso interessasse a algum trabalhador. 

“Estas possibilidades foram apresentadas para os casos em que alguém o solicite de forma voluntária”.

Refere-se ainda no comunicado que “serão feitos todos os esforços para encontrar soluções que não impliquem despedimentos”.

“Qualquer decisão em relação a medidas futuras será devidamente ponderada, tendo em conta os desenvolvimentos da situação económica do Santuário e a adesão dos trabalhadores às possibilidades apresentadas” sabendo-se que “tal como a generalidade das instituições e empresas, também o Santuário de Fátima foi fortemente afetado pelas consequências económico-financeiras da pandemia” pois “… entre março e julho os grupos inscritos tiveram uma diminuição superior a 99%” e “as ofertas sofreram uma quebra superior a 77%”.

“Não obstante as evidentes dificuldades de gestão, comuns a toda a sociedade, o Santuário assegurou os postos de trabalho dos seus trabalhadores, pagando integralmente os vencimentos de todos”.

Continuamos a achar que quase 100 anos de muito boas receitas justificariam uns anitos de resultados negativos se visto o assunto fora da lógica neo liberal lecionada na universidade católica mas já consideramos mais credível a política de redução de recursos humanos com reformas antecipadas, licenças sem vencimento e ou o findar de contratos a termo ou outras medidas de preferência num programa negociado e acompanhado pelos sindicatos tendo em conta que mesmo que não concordamos com este modelo religioso entendemos a função emocional social e económica do Santuário ao contrário do que o mesmo possa imaginar e por isso aceitamos a tese do recuo do Santuário neste desnecessário caso em ambiente Covid-19 

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