Home Opinião A quererem que a Bíblia mate de novo?

A quererem que a Bíblia mate de novo?

por Joffre Justino

Há bestas fascistas em todo o lado deste planeta e há também gente boa que se horroriza perante o brutal assassinato filmado de George Floyd! ( E a besta viu que estava a ser filmada!)

Entre as gentes boas está a presidente da Câmara dos representantes dos EUA, Nancy Pelosi, ( sim, aquela que rasgou o discurso de Trump na cara dele), que por isso exigiu hoje ao Presidente Donald Trump que seja o “curador em chefe” e não “atice as chamas”, ao criticá-lo pela leitura de passagens da Bíblia em plenos protestos no país.

“Um tempo para curar, o livro de Eclesiastes”, disse Pelosi em plena leitura do livro no Capitólio, e recordamos um dos mandamentos de Jesus Cristo “Mas o que Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz é “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Repito, Ele não disse: “Amarás a ti mesmo”. Ele disse: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.”” Jonas Abib citando Marcos! 

A líder democrata, afirmou esperar ainda  que o Presidente seja “o curador em chefe” e não contribua para “atiçar as chamas”.

Pouco antes da entrada em vigor do recolher obrigatório em Washington na segunda-feira, a polícia expulsou violentamente os manifestantes de Lafayette Square, o parque situado frente à Casa Branca, para que o Presidente, com alguns assessores, o atravessasse em direção à igreja episcopal de Saint John, onde desde o século XIX têm rezado todos os chefes de Estado norte-americanos.

Trump, mostrou-se para as câmaras com uma Bíblia na mão junto à fachada da igreja, em cujo sótão deflagrou no domingo um incêndio no decurso dos fortes protestos pela morte violenta do afro-americano George Floyd.

A decisão do Presidente foi amplamente criticada no país dada a utilização política do livro religioso, e pelas cargas policiais e o lançamento de gás lacrimogéneo por parte das forças policiais para permitir que Trump se deslocasse à igreja.

Os Estados Unidos assistem a protestos em massa de leste a oeste do país contra a brutalidade policial, em mais de 70 cidades, na sequência da morte de George Floy, que uma autópsia independente já confirmou ter sucumbido por asfixia quando um polícia branco, com o apoio de três outros polícias, lhe pressionou o pescoço com o joelho durante mais de 8 minutos, após ter sido algemado e imobilizado no chão.

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