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Uma Política diversa para o Território

por Joffre Justino

Segundo a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, há que alterar os critérios de criação de serviços públicos para inverter a perda de população nos territórios do interior, o que nos deixa com uma séria duvida – e há que e como alterar a distribuição da população em Portugal?, sendo que a ministra entende que sim, “Enquanto no país não mudarmos os critérios que presidem à criação dos serviços, e que presidem ao que quer que seja, os territórios do Interior vão sair sempre a perder”, afirmou Ana Abrunhosa, na Guarda, na sessão comemorativa do Dia da Cidade, pois é a, “…primeira grande mudança que temos que fazer, sob pena de termos um país abandonado, mas depois o preço que pagamos por esse abandono é bem mais elevado. Lembremo-nos dos incêndios, apenas”, concluiu a governante no seu discurso.

No final da sessão, em declarações aos jornalistas, Ana Abrunhosa referiu que para a criação de serviços o critério considerado é, “em geral”, o critério da população, “Se continuar a ser esse critério da população a presidir à escolha do local dos serviços, estes territórios [do Interior] estão sempre condenados e, portanto, vão estar sempre a perder população, nunca vamos conseguir contrariar este círculo vicioso”.

Daí que, na sua opinião, “os critérios têm que mudar”, até porque os territórios do Interior “dão muito ao país”, não esquecendo que, “Dão a boa água, dão o bom ar, dão os bons alimentos e, portanto, o país tem uma dívida com estes territórios”, rematou e que dizemos sim devem ser preservados, mas não obrigatoriamente preenchidos com Pessoas.

Ana Abrunhosa explicou assim que o Governo tenha um Ministério para a Coesão Territorial “para garantir que o Interior está próximo, que o Interior tem uma voz, que o Interior será ouvido”, sendo que o Interior “é muito diverso” e assim não acredita que “seja só com medidas transversais”, como a redução das portagens nas autoestradas e dos impostos para as famílias e para as empresas, que seja alterada a realidade atual dos territórios mais desfavorecidos, “Elas [as medidas] são importantes, não estou com isto a dizer que não as defendo, mas acredito que é olhando para cada território ‘per si’, tendo em conta as suas especificidades.

Também não acredito que é com 100 projetos ou 100 anúncios que conseguimos alterar a realidade. É um passo de cada vez …Mas uma coisa eu acredito: é que a transformação, a revitalização destes territórios, tem que ter como âncora estas cidades [como a Guarda]. E, depois, também não podemos esquecer os territórios rurais, para os quais temos que ter projetos concretos”.

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