Home América Latina Três anos sem Dilma. China é esperança de crescimento para o Brasil

Três anos sem Dilma. China é esperança de crescimento para o Brasil

por Silvio Reis

Em 13 de maio de 2016, Dilma Rousseff foi oficialmente afastada da presidência. O Brasil retrocedeu muito nesses três anos, nas mais diversas áreas. A listagem de perdas é extensa e começou em 2015 e favoreceu o impeachment.

Em 13 de maio é comemorada a Abolição da Escravatura no Brasil. O governo Bolsonaro indica que a escravidão vai voltar, de forma modernizada. O presidente idolatra os Estados Unidos, que não é mais o principal parceiro comercial. A China lidera investimentos no país.  

Uma reportagem do jornal Valor Econômico, neste 13.05, informa que investimentos em 23 dos 27 Estados brasileiros foram reduzidos em 64%, nos últimos quatro anos. Para reverter esse cenário econômico, governadores buscam parcerias com chineses, independente das preferências comerciais do governo Bolsonaro.

Em abril, o governador de São Paulo, João Dória, se reuniu com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, e anunciou  a abertura de um escritório paulista em Shangai, com expectativas de se expandir para outras cidades chinesas.

Também no mês passado, o governador do Ceará, Camilo Santana, se reuniu com diretores da Huawei, a maior fornecedora mundial de equipamentos para redes e telecomunicações, e negociou com o vice-presidente da China Communications Construction Company, CCCC, a maior empresa de infraestrutura chinesa. A CCCC chinesa também poderá fechar negócio com o governador do Paraná, Ratinho Junior, para projetos de infraestrutura. Empresários chineses visitarão Curitiba para essa finalidade.

Neste 13 de maio, ao mesmo tempo em que o governo da China divulgou uma sobretaxa de US$ 60 bilhões de produtos importados dos Estados Unidos (a partir de 1º de junho), o governador baiano Rui Costa negociou com a Easteel. Cerca de U$ 7 bilhões estão previstos para a criação de um parque industrial na Bahia, recuperação de rodovias, exploração de minérios e outros projetos com previsão de gerar 30 mil empregos.

O governador de Alagoas, Renan Filho, confirmou  presença em dois eventos chineses, em julho, com o objetivo de obter investimentos nas áreas de energia solar, saneamento básico, recursos hídricos e outros projetos.

Imagem destaque: Dilma Rousseff  recebeu presidente chinês Xi Jinping, em 2014.  Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Silvio Reis, jornalista brasileiro

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