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Os Encontros Imaginários de Hélder Costa têm oito anos

por Joffre Justino

Permitam-me a introdução de advogado em causa própria. Para qualquer Angolano que se preze a data de 4 de Fevereiro tem um significado tão especial que, na sofrida história do pais desde a sua independência alguns partidos quiseram reeivindicar a data como exclusivamente sua. No entanto, a revolta nacionalista de 4 de fevereiro foi ua ação nacionalista, aproveitando a “embalagem” de uma movimentação antifascista portuguesa d época que ficou célebre – o assslto ao paquete Santa Maria.

Mas o que me traz hoje á escrita, em Lisboa e neste 4 de fevereiro de 2019, é uma outa efeméride: O 8º aniversário de um dos muitos “filhos imaginários” de Helder Mateus Costa , os Encontros Imaginários nascidos em 2011 e hoje muito justamente reconhecidos como numa das mais notáveis experiências comunicacionais de um dos nossos grandes “Mais-Velhos” (como se diria em Angola) do espaço da Língua Portuguesa. Um “Mais-Velho” cujo percurso de vida , trabalho e compomisso cívico esteve – não por coincidência – desde muito cedo marcado pela militancia antifascista e anticolonial.

Nele vemos muito mais que um Homem do Teatro Hélder é acima de tudo um Homem da Comunicação, que por vezes usa a Arma do Teatro e em outras a da Escrita ou a do Diálogo, nasa mais das vezes privilegiando o humor e sempre contestando, como só ele sabe, o status quo.

Do combate antifascista à luta anticolonial, conretamente através do incentivo organizado à deserção em protesto contra a guerra colonial, até à busca de caminhos revolucionários alternativos antes e depois do 25 de abril  ( dos Núcleos “O Comunista “à FAPIR e depois à BARRACA) este Homem não parou (nem parará nunca, acho…) de c.omunicar. Tanto fez, tantos “Filhos Comunicacionais” nos deixa e ainda só estamos em 2019…

Eis porque o entendemos acima de tudo como Mestre da Comunicação. E é justamente nessa categoria que se enquadra esta forma específica de “fazer Teatr não o fazendo – os Encontros Imaginários.

Nestes oito anos de “Encontros”, para lém de conseguir integrar em diálogo com a História um amplo e surpreendente conjunto de personalidades das mais variadas áreas políticas, sociais, culturais e econômicas, Hélder Costa deixa também vários livros com os textos de todas as sessões realizadas e dos correspondentes personagens e “atores”. Obras de leitura e consulta fascinantes e registo exaustivo da “Participação da Sociedade Civil” no projeto, como ele próprio acentua lnas nas capas dos vários volumes já publicados.

Neste terceiro Encontro Imaginário de 2019 e comemorativo do 8º aniversário do projeto, Helder Mateus Costa senta-se à mesa com Eça de Queiroz, o Manuelinho de Évora e Catarina Eufémia, interpretados respetivmente por Bagão Félix , Vasco Lourenço e Carla J. Carvalho. No vivíssimo díalogo que nos é oferecido, pontuado por um humor certeiro e afiado, Num cenário de irrepreensíveis interpretações, é impossível não destacar a “performance” de Bagão Félix/, que compôe um Eça de Queiroz magnífico no hunor, na eloquência e naboa disposição.

“.Vivam pois os “Encontros Imaginários”, o seu autor e quem os apoiar. Por exemplo, assistindo ás sessões e divukgando-as, que bem o merecem.

JJ

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