Home Opinião Xeque-mate para Bolsonaro: manter o coronavoucher ou pagar o prejuízo

Xeque-mate para Bolsonaro: manter o coronavoucher ou pagar o prejuízo

por Silvio Reis

Nove projetos de lei no Congresso propõem a extensão do auxílio emergencial R$ 600,00 para desempregados, autônomos e outros beneficiários.  Este valor será pago pelo governo Bolsonaro durante três meses na pandemia do coronavírus. Pelo fato de os registros e mortes da covid-19 só aumentarem no país, a proposta é que a quarta mensalidade seja dividida em duas parcelas de R$ 300,00. O Congresso quer estender o valor integral por mais dois ou três meses.

Segundo dados do governo, o auxílio emergencial já favoreceu  63,5 milhões de brasileiros. Grande parte recebeu, indevidamente. A desorganização no cadastro governamental fez que funcionários públicos e milhares de pessoas em situação financeira controlada se beneficiassem com o coronavoucher.

O presidente alega que a extensão do auxílio prejudicaria o caixa do governo. Por outro lado, este recurso ajuda a movimentar a economia no país.  A interrupção do benefício levaria pessoas a deixar o isolamento  social para buscar uma fonte de renda e sobrevivência.  Aumentaria o número de infectados e mortes pelo coronavírus.

A decisão de estender ou não o coronavoucher se tornou uma disputa política entre o governo federal e o Congresso.

Silvio Reis, jornalista brasileiro

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