Home Opinião Entre os 40 infetados num Bairro de Azambuja e os 189 da plataforma de logística, também na Azambuja, que diferença existe ?

Entre os 40 infetados num Bairro de Azambuja e os 189 da plataforma de logística, também na Azambuja, que diferença existe ?

por Joffre Justino

Para uns a Câmara municipal admite pedir cordão sanitário … para outros… acompanha com atenção? 

Na verdade à Lusa o Presidente da Câmara explicou tratar-se de uma situação que envolve nove famílias, num total de 40 pessoas residentes que vivem na Quinta da Mina num bairro social  com acompanhamento portanto municipal e onde 40 pessoas testaram positivo !

 Perante tal, a autarquia não exclui a possibilidade de pedir um cordão sanitário, disse esta segunda-feira à Lusa o presidente da Câmara Luís de Sousa, do PS, esclarecendo serem residentes num bairro construído ao abrigo do Plano Especial de Realojamento (PER).

“Estamos a falar de nove famílias de etnia cigana. Já enviei a listagem para as autoridades de saúde e esperamos agora para saber o que podemos fazer. Não excluo a necessidade de existir uma vigilância ativa destas pessoas, uma espécie de cordão”.

 Cercado de focos Covid-19 o autarca também se congratulou com a decisão do Governo de incluir o município de Azambuja, que integra a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, nas medidas previstas para a Área Metropolitana de Lisboa (AML) para efeitos de realização de testes da Covid-19 que fonte do gabinete do secretário de Estado Duarte Cordeiro, que está a coordenar a situação da pandemia da Covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo, afirmou que iria acontecer, “Azambuja foi incluída na AML para efeitos de testes nas empresas de trabalho precário e no setor da construção civil”.

“Tinha falado com o senhor secretário de Estado e, de facto, há situações que não se enquadravam aqui em Azambuja. Não temos centros comerciais, nem Lojas do Cidadão. Já os mercados, feiras e outras lojas é uma decisão que cabe à Câmara. Por isso, a questão dos testes era a única matéria que nos interessava”, justificou.

Face aos 189 casos na Plataforma Logística, que abrangeram os trabalhadores do grupo Sonae, na Sonae MC, empresa de distribuição do Grupo Sonae, o autarca ressalvou que a Câmara de Azambuja tem acompanhado “com muita atenção” e claro desvalorizando, “Acredito que as empresas têm feito tudo aquilo que está ao seu alcance para controlar a situação. As medidas possíveis têm sido tomadas”.

Na Região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se situa mais de 30% da atividade económica  lusa e onde se tem registado maior número de surtos, há mais 193 casos de infeção (+1,7%)… será por acaso? 

Continuamos a insistir que a demasiado fácil aceitação das várias autoridades do não cumprimento legal da lei e dos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho de não poucas empresas e organizações da dita economia socio-caritativa estão a deixar vir à luz demasiados casos de infeção Covid-19 na RLVT como nas restantes mostrando que se o Cidadão cumpre não poucas organizações fogem ao cumprimento 

Questionamos, por isso, mais uma vez,

  1. Quantas organizações cumprem os IRCT’s e a legislação sobre a Saude Higiene e Segurança no Trabalho?
  2. As empresas com trabalhadores infetados em números elevados cumprem ou não !?
  3. Como têm sido envolvidos trabalhadores e comunidades pobres na prevenção anti-covid? 
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