Home Dossiers Os Antecessores de Luther King e Malcom X

Os Antecessores de Luther King e Malcom X

por Joffre Justino

Comecemos, neste estudo sobre Luther King, pelo mais que respeitável William Edward Burghardt “W. E. B.” Du Bois, nascido em 23.02.1868 em Great Barrington,  a 23 de fevereiro de 1868 tendo morrido em  Acra27 de agosto de 1963) e sendo sem duvida um dos que fez a História que construiu até Obama mas também os movimentos pela Negritude que levaram a Mandela e às Independencias em África.

Du Bois  foi um interventor político e social, mas também cultural, multifacetado,  um sociólogo,  autor e editor que cresceu numa comunidade relativamente tolerante e integrada tendo estudado na   Universidade Fisk, mas também em  Harvard em 1890, na Universidade de Berlim, sendo doutorado de novo  pela Harvard em 1895, aos 27 anos.

Publicou mais de vinte obras ao longo de sua vida, quer académicas  quer  novelas e poesia mas ficou conhecido como  um ativista em prol  da justiça social e racial tendo sido o principal fundador do “Movimento Niagara“, no onde era  Secretário Geral com o que fundou o National Association for the Advancement of Colored People (NAACP), sendo aí o seu  Presidente do Conselho por muitos anos, e com base no qual também foi um dos  líderes mundiais  do movimento pan-africanistqa, e  Secretário do Primeiro Congresso pan-africano e com o este Congresso mas o seu segundo esteve até em Lisboa em plena I República.

Socialista, e depois  comunista, esteve ao lado das lutas  pelos direitos das mulheres, dos judeus, e dos trabalhadores, sendo assim  um dos arquitetos do movimento dos direitos civis e até fundou a American Black Academy, para  apoiar manifestações de arte e cultura africanista

Du Bois e seus defensores se opuseram ao Compromisso de Atlanta, um acordo elaborado por Booker T. Washington um outro ativista dos direitos dos Negros mas que se  submeteu às regras políticas dos brancos do sul, desde que os negros recebessem oportunidades educacionais e econômicas básicas, enquanto Du Bois era e sempre foi firme na determinação de plenos direitos civis e no aumento da representação política dos negros.

Não calava as denuncias anti racistas   tendo protestado fortemente contra o linchamento, a  discriminação na educação e no emprego de africanos e asiáticos e  lutou contra o colonialismo e o imperialismo liderando a  organização de  vários Congressos Pan-Africanos para defender a libertação das colônias africanas das potências europeias.

Du Bois fez várias viagens para a EuropaÁfrica e Ásia. Após a Primeira Guerra Mundial, ele pesquisou as experiências dos soldados negros americanos na França e documentado intolerância generalizada nas forças armadas dos Estados Unidos.

Como editor do jornal da NAACP, A Crise, The Crisis, publicou muitas peças influentes, onde se assumia que  o capitalismo era a principal causa de racismo, defendendo ainda  o desarmamento nuclear

O NAACP

Du Bois esteve em 1909, entre  os fundadores da NAACP, National Association for the Advancement of Colored People, criado por  Dezenas de defensores dos direitos civis, tanto negros quanto brancos, sendo que inicialmente a maioria dos diretores fossem  brancos e de 1910 a 1934, Du Bois foi diretor de pesquisa e publicidade, um dos seus  diretores, e editor da revista “A Crise”, revista mensal da associação. Revista “A Crise” e a luta contra o racismo.

A The Crisis teve a sua primeira em novembro de 1910, e Du Bois assumiu que o seu objetivo era estabelecer “esses fatos e argumentos que mostram o perigo de preconceito racial, nomeadamente no que se manifesta hoje em relação às pessoas de cor” e por isso a revista tinha 2  componentes principais, o protesto e o princípio de reerguimento moral.

Dir-se-á pois e com fundamento que nele, também o ESTRATEGIZANDO  vai buscar a sua tese da importância de uma  Consciência Crítica.

Na década seguinte a I Guerra Mundial focou-se na luta por uma legislação anti-linchamento sendo a NAACP  a organização líder de protesto e Du Bois era a sua figura dominante, e tal campanha contra o era a base da  associação para se opor a uma variedade de demais  incidentes racistas.

Du Bois e o pan-africanismo

Du Bois foi essencial para o panafricanismo  já com  o I Congresso Pan-africano a ser  organizado sob sua liderança, em Paris como aliás foi ele  quem liderou os quatro seguintes Congressos Pan-africanos, de onde nasceria a  ideologia pan-africanista um sentimento solidário e uma consciência de uma origem comum entre os negros de todo o mundo.  Du Bois estabeleceu aliás forte relação com os lideres das então colónias portuguesas em especial com os dirigentes da Liga Africana que participaram no II Congresso Pan Africano em Paris em 1921 e tentaram que o seu 3º Congresso se realizasse em Lisboa o que não aconteceu por razões estranhas aos mesmos.

No entanto como se realizaram em Lisboa  duas Conferencias com a presença de Du Bois, e onde estiveram presentes um ex ministro das Colónias Manuel Ferreira da Rosa e um ministro Vicente Ferreira ministro das Colonias “nos primeiros dias de Dezembro” de 1923, na sede da Liga Africana não poucas historiografias apontam para a realização em Lisboa desse 3º Congresso Pan Africano o que não aconteceu realmente mas que trouxe a Lisboa este leader afro americano.

… E um pouco antes de Du Bois… Booker T. Washington

O confronto entre  Dubois e  Booker T. Washington, foi na verdade o confronto  entre o Movimento de Niágara e o Compromisso de Atlanta, onde ambos procuravam formas de melhorar as condições de vida dos afro-americanos, mas divergiam radicalmente nos  princípios e formas de atuação, que levavam  Washington a, por exemplo aceitar  a segregação racial nos Estados Unidos, o que teve sempre a oposição do Socialista e pan africanista  Du Bois, pois este ultimo cerca  de 1905, aderiu  àste3ses  socialistas, e ao  partido socialista em 1912, tendo sido desde então  um  marxista.

Ele defendia assim que, os socialistas geralmente enfatizavam muito a questão da classe trabalhadora como a maioria que sofre com a distribuição desigual de renda, não integrando a problemática  racial num debate onde parte importante da classe trabalhadora dos EUA sofriam uma dupla marginalização e pior ainda a questão negra era usada para a dividir pelos mais descabelados capitalistas, o que levava Du Bois a centrar o seu ataque  à atitude racista de alguns americanos, especialmente dominante no sul, que ainda  negava  ao conferir ao negro o estatuto de ser humano.

WEB DuBois 1918

Du Bois aliás, entendia que a herança social distinguia a raça negra e que  a humanidade dividida em raças, levara a História a ser uma história de grupos sociais, no caso étnicos  e não de indivíduos.

Assim, para Du Bois Raça é, “um vasto grupo de seres humanos, geralmente de sangue e língua comuns, tradições e impulsos, que estão, voluntariamente e involuntariamente, empenhando-se juntos para a realização de determinados ideais de vidas concebidos mais ou menos intensamente” sendo que  o conceito de raça é um conceito dinâmico, e não estático, e que as diferentes raças continuam mudando, se desenvolvendo, e se diferenciando.. e desta forma as diferenças mais marcantes dentre as raças são espirituais e psicológicas.

Certamente os rumos da vida de Du Bois influenciaram o seu trabalho acadêmico, principalmente a questão das diferenças entre o Sul e o Norte.

A discrepância quanto ao tratamento dos negros nos EUA entre o Sul e o Norte era imensa sendo que no Sul, à época os negros ou  não podiam votar, ou viam os seus votos serem neutralizados pela fraude, e mais grave Negros viviam nas regiões menos adequadas  e eram forçados a trabalhos menos qualificados, com salários mais baixos.

Era  ainda expressamente proibido o casamento inter-racial, a participação em comum  em igrejas, faculdades ou organizações culturais frequentadas ou a acomodação em comum em hotéis, restaurantes ou qualquer lugar de entretenimento público, tal como eram os Negros segregados em estações de transportes públicos,  e tinham quando havia uma educação pública de péssima qualidade.

Du Bois denunciava finalmente e com forte veemência a existência de dois tipos de justiça, não de classe mas rácica, uma para os brancos, outra para os negros até porque os juízes eram eleitos pelos votos de pessoas brancas, o que limitava seriamente o haver  sentenças  favoráveis aos Negros se  contra um  branco.

II.

Numa via radicalmente diferente da de Du Bois está Marcus Mosiah Garvey, nascido em  Saint Ann’s BayJamaica, a 17 de agosto de 1887 ( e morre em Londres, a 10 de junho de 1940), sendo sem duvida um dos maiores ativistas da história do movimento Negro, tendo Garvey sido quem liderou o mais amplo movimento Negro  até então, assumindo a tese do   “volta para a África”, e por isso defendendo que as potências coloniais europeias saissem o continente africano.

Tido como aluno brilhante   recebeu instrução particular de seu padrinho Alfred Burrowes, proprietário de uma oficina gráfica, e herdou o amor pelos livros de seu pai, um maçom, que possuía vasta biblioteca, o que foi incentivado pelo padrinho Burrowes, também possuidor de uma biblioteca particular, da qual Garvey fez amplo uso.

Confrontado com experiencias racistas que o marcaram por volta de 1906 Garvey deixou Saint Ann’s Bay em direção a Kingston, com o objetivo de  melhorar sua vida onde trabalhou como compositor na seção de impressão sendo já por voltas 1907, com cerca de 20 anos considerado um excelente impressor e contramestre.

Mas em 1908 por aderir a uma greve  Garvey perdeu seu emprego, e foi colocado numa lista negra dos empregadores, mas conseguiu uma vaga na imprensa do governo que o salvou do desemprego.

Em 1910 está como fiscal em plantações de banana, e apercebe-se das  condições de trabalho de outros negros, pelo que decidiu que tentaria mudar e melhorar suas vidas.

Viajando pela América Central e do Sul Marcus Garvey constatou as horríveis condições de trabalho dos Negros pelo que  sempre que podia, Garvey publicava pequenos jornais e panfletos contendo suas impressões sobre a realidade local e assim na Costa Rica ele publicou o La Nacíonale, no Panamá publica o La Prensa por exemplo.

Contudo, além de enfrentar as autoridades (que chegaram a baní-lo da Costa Rica) ele também enfrentava o descaso do povo, que não era capaz de entender ainda a importância de ter uma voz na mídia para defender seus interesses.

Em 1912 ele parte para a Inglaterra, onde aprendeu muito sobre a cultura africana e se apercebeu das condições dos Negros nos Estados Unidos mas apreendeu o funcionamento de uma democracia e as suas limitações para com os Negros, dadas as semelhanças entre os problemas enfrentados por populações negras de todo o mundo.

Foi ainda em Londres que ele conheceu  os líderes do Movimento Pan-Africano, e em especial a  obra de Booker T. Washington.

No regresso à Jamaica em 1914 Garvey cria formou a 1 de agosto  a Associação Universal para o Progresso Negro,  AUPN, isto é, a Universal Negro Improvement Association, sobejamente conhecida com  UNIA, onde assumiu o mote  One God! One Aim! One Destiny!, “Um Deus! Uma Ânsia! Um destino!”, passando a presidir associação, que pretendia unir “todas as pessoas de ascendência africana do mundo em uma grande massa estabelecida em um país e governo absolutamente próprios.”que defendia,

  • O incentivar a  consciência e unidade na raça Negra, da Dignidade e do Amor
  • o desenvolvimento da África, libertando-a do domínio colonial e transformando-a numa potência económica
  • O protestar contra o preconceito e a perda aos valores africanos
  • O criar instituições de ensino para Negros, onde se ensinasse a cultura africana
  • O promover o desenvolvimento comercial e industrial pelo mundo entre Negros
  • O auxiliar os despossuídos em todo o mundo

A correspondência que mantinha  com Booker T. Washington levou-o aos  EUA em 1916 mas chegou quando Booker Washington acabara de morrer, o que não o impediu de ficar  nos EUA, a lutar para que os negros assumissem a defesa dos  seus direitos e residiu neste país  lá até 1927, ano em que foi deportado mas tendo tido a oportunidade de consolidar a UNIA enquanto organização  internacional tendo conseguido que a associação che3gasse a atingir  mais de 1 100 filiais em mais de 40 países, com escritórios em vários países como Cuba no PanamáCosta RicaEquadorVenezuelaGanaSerra LeoaLibériaNamíbia, e África do Sul.

Com o semanário que editava o Negro World, no Harlem promovia as suas ideias sendo  um canal importante de expressão para a comunidade negra podendo dizer-se que foi  o jornal da Negritude mais amplamente distribuído pelo mundo, chegando a pessoas negras de todos os continentes, Lisboa e ex-colónias portuguesas incluídas

Numa ambição crescentemente desmedida Garvey foi eleito presidente provisório de África durante a convenção organizada pela UNIA em 18 de agosto de 1920

UNIA entretanto lançara a linha de navegação Black Star entre outros empreendimentos comerciais e começou a olhar para a Libéria, já que era o único estado  independente na África, ( a Africa do Sul tinha um estatuto de parte do Reino Unido)  então quase toda  colonial, como sendo  o local ideal para nascer  um império pan-africano base  para a elevação, redenção e capacitação de pessoas de Descendência Negro Africana em todo o mundo e para a Descolonização de África a curto prazo.

Em 1920, Garvey lançou então  o programa  Empréstimo para a  Construção da Libéria com o objetivo de arrecadar dois milhões de dólares, para um  acordo da UNIA com o Estado da  Libéria sendo um  empréstimo ao Governo deste país e foi concebido como uma alternativa a um empréstimo de cinco milhões de dólares oferecido aos liberianos pelo governo dos Estados Unidos.

Numa só  noite, os seguidores de Garvey compraram cerca de 150 mil dólares em títulos para financiar o esquema. Incontáveis centenas de milhares de pessoas seriam coletadas em meses sucessivos dos seguidores afro-americanos de Garvey, na maioria das vezes de classe trabalhadora.

De relevar que os liberianos, como os negros em geral, andavam  fascinados pela eloquência de Garvey e o seu apelo  para o orgulho africano, pelo que  a UNIA teve uma presença grande e crescente no país africano, ainda que divididos quanto à exequibilidade dos esquemas ambiciosos da UNIA dada as controvérsias em torno da personalidade colorida, impetuosa e imponente de Garvey, mas na verdade de  membros do governo a  trabalhadores comuns muitos eram os membros da UNIA e seguidores de Marcus Garvey, como os ex-presidentes Arthur Barclay e Daniel E. Howard, Thomas JR Faulkner, o ex-prefeito de Monróvia, o representante do condado de Montserrado, Didhwo Twe, ou o juiz Frederick ER Johnson e seu irmão Gabriel M. Johnson, então prefeito da capital Libéria.

O empréstimo da UNIA chegou em um dos mais baixos momentos da história da Libéria, pois o  lucrativo comércio de café havia sido cooptado pelo Brasil, as receitas estavam próximas de zero e os empréstimos estrangeiros com juros compostos exorbitantes afetavam completamente o país.

Com a soberania da nação ameaçada pelo seu endividamento, a Libéria tinha se voltado para os Estados Unidos para um empréstimo de cinco milhões de dólares para resgatá-la de sua difícil situação e o  Presidente Charles D.B. King preparava  uma delegação para Washington e Nova York para defender seu caso com o Senado americano quando Elie Garcia, chefe da Black Star Line, garantiu a King que a UNIA “aumentaria as assinaturas em todo o mundo” para ajudar a Libéria a libertar-se da sua dívida externa.

Ora como o empréstimo americano chegou  com exigências bem pesadas para a reforma fiscal e administrativa da Libéria, a oferta alternativa da UNIA era especialmente atraente e assim o Secretário de Estado da Libéria, Edwin Barclay  assegurou ao Conselho Executivo da UNIA que a Libéria estava pronta para “permitir à Associação todas as instalações legalmente possíveis em efetivação da indústria, agricultura e perspetivas de negócios da Libéria”.

Assim a 1 de agosto de 1920, quando a primeira Convenção Internacional dos Povos Negros do Mundo organizada pela UNIA  foi inaugurada no Salão da Liberdade da UNIA, no Harlem, com  vinte e cinco mil pessoas a  encherem o Madison Square Garden Gabriel Johnson foi eleito Presidente e Supremo Potentado da UNIA. Johnson era filho do décimo primeiro presidente da Libéria, Hilary R. W. Johnson, e neto de Elijah Johnson, um dos fundadores do país.

No regresso o Presidente Charles D. B. King deu as boas-vindas à UNIA na Libéria e convidou-os a estabelecer a sede e cinco mil quilômetros quadrados foram-lhe entregues  perto de Harper, no condado de Maryland.

Garvey emitiu uma carta circular pedindo 250 mil dólares para garantir um navio que transportasse operários e materiais para o local e em meados de janeiro de 1921, essa quantia foi arrecadada e os suprimentos foram desembarcados em Harper, precisamente quando o Presidente King e sua delegação chegava a Nova York para negociar  com o governo dos EUA e autoridades bancárias apoios financeiros ao país

Foi nesse momento que  os discursos  ousados ​​de Garvey a Libéria começaram a atrair a atenção dos vizinhos coloniais do país, como a França e a Grã-Bretanha e como  W.E.B. Du Bois afirmou: “Em vez de manter este plano secreto, Garvey gritou e gritou e telegrafou para todo o mundo”, o que colocou os liberianos sitiados numa posição diplomaticamente difícil.

A pressão diplomática da Grã-Bretanha, da França e de Washington intensificou-se sobre a Libéria ainda por cima dada a preocupação de Washington com esta nova aproximação  entre a UNIA e o único aliado dos EUA na África Negra, um país fundado em grande parte como um posto comercial avançado americano.

Por entre esta teia de intrigas diplomáticas e maquinações de bastidores, surgiu entretanto o velho inimigo de Garvey, W.E.B. Du Bois e esta luta entre Du Bois e Garvey que refletiam as primeiras batalhas de Du Bois com Booker T. Washington sendo que Du Bois há muito tempo criticava  Garvey como sendo um “demagogo” que havia chegado “para enganar, inflamar, mentir e roubar, para reunir grandes seguidores e depois explodir e desaparecer” e finalmente um artigo que ele publicou na CRISE, conseguiu convencer os leitores de que Garvey e seu movimento eram uma vergonha e originariam uma  catástrofe.

Surgiu então um movimento “Marcus Garvey Must Go” em consequência dos  escritos de Du Bois e liderado por A. Philip Randolph, James Weldon Johnson, Carl Murphy, editor do BALTIMORE AFRO-AMERICAN, entre outros e esse movimento de “Amigos do Negro” foi fundamental num julgamento do Departamento de Justiça contra Marcus Garvey por fraude que  exigiu  sua deportação.

Em 1924, o Presidente King inesperadamente ordenou que todos os portos recusassem a entrada de qualquer membro do “Movimento Garvey”. Não sendo de negligenciar   que a decisão de King foi tomada logo após o seu governo assinar um contrato de concessão da Firestone incentivado por Du Bois e a terra reservada para a UNIA tornou-se parte do milhão de acres alugados à Firestone a seis centavos de dólar por hectare durante cem anos.

O Departamento de Justiça, incentivado pelo Federal Bureau of Investigation, FBI,  de J. Edgar Hoover e sentindoa  fraqueza crescente do UNIA, indiciou Garvey por fraude, tendo sido condenado já em 1923, preso em 1925 e deportado para a Jamaica em 1927 onde sentindo-se incapaz de fazer ressuscitar a UNIA, mudou-se para Londres, e aí morreu em 1940.

Joffre Justino

0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.