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A Quercus e as lixeiras

por Antonio Sousa

A associação ambientalista Quercus criticou esta sexta-feira o novo regime geral de gestão de resíduos, em vigor desde quinta-feira, considerando que vai permitir a criação de novas lixeiras.

A direção nacional da Quercus diz que a nova legislação sobre resíduos permitirá “a deposição direta de resíduos ‘não perigosos’ em areeiros e pedreiras em recuperação paisagística” e alertou para “as consequências de contaminação que esta autorização poderá trazer”, tornando este comunicado numa significativa posição de política ecológica.

O novo regime define “um aumento mínimo para 70%, em peso, relativamente à preparação para a reutilização, a reciclagem e outras formas de valorização material, incluindo operações de enchimento que utilizem resíduos como substituto de outros materiais”, e a Quercus, está preocupada com a “contaminação do solo e, consequentemente, das águas subterrâneas, a médio e longo prazo”, e lembra os riscos associados, “quer para a saúde, quer para o ambiente” e critica esta autorização pois  “a designação de resíduos “não perigosos” para o enchimento de vazios de escavação não é de forma alguma sinónimo de “não contaminados”.

Esta permissão poderá agravar um problema já existente nos espaços vazios de escavação que “já estão a ser utilizados para descarga ilegal de uma mistura de resíduos de origens diferenciadas” havendo a impossibilidade de uma fiscalização eficaz.

“Será que o Governo considera-se capaz de executar uma fiscalização que verdadeiramente controle o tipo de resíduos que vão ser direcionados para estas recuperações, tendo em conta que até à data estas descargas ilegais são uma realidade, que não se conseguiu eliminar?”, questiona-se no comunicado.

Com este ministro do (des)Ambiente tão amigo da economia poluidora à  I revolução industrial não se irá longe não! 

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