Home Activismo Nos debates comecemos pelo principio, Antonio Costa e Silva – há Direita e há Esquerda claro!

Nos debates comecemos pelo principio, Antonio Costa e Silva – há Direita e há Esquerda claro!

por Joffre Justino

“mais urgente do que nunca procurar respostas, pensar  fora das ortodoxias de direita  e de esquerda e encontrar  um equilíbrio virtuoso entre Estado e Mercado”, porque – defende – “o papel do mercado, e em particular das empresas é essencial para criar riqueza e prosperidade”.

(in Antonio Costa e Silva(?))

Claro que para os da elite direitas e esquerdas são pró formas chatices que se tem de aturar para que o eleitorado nos oiça.. até ao dia!

A Revolução Francesa já nao foi uma chatice foi um Terror, outra mais lusa foi o 5 de outubro outra foi o golpe revolucionário de outubro 1917 na Russia, outro foi o 25 de abril!

Mas a sério a sério foram as revoluções liberais ( e as contra revoluções absolutistas) do século XIX onde Povo e Elite se digladiou em mortandade abençoada por francos e britânicos até quase ao suicídio do país salvo no gong final do assalto que foi a Conferencia de Berlim e um empréstimo internacional pago em demasiados anos … enfim o Império salvou o país do suicídio e a elite respondeu com a pior a mais colonialista visão do Império – o colonialismo forçado  e a ocupação militar colonial como nunca sucedera ainda que se mantendo também a perspetiva dos conluios com as elites afro negras e mestiças!

E se sempre houve mesmos nos antanhos tempos do absolutismo direitas e esquerdas ( o marquês de Pombal representa a Esquerda e os Távoras e a sequente rainha  Maria I ( a Louca)  as direitas) que reinou até 1816 pois foi também Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves ( o momento do I Império transatlântico) a partir do final de 1815 até sua morte em 1816.

Não é por acaso que é afirmado que o seu primeiro ( e quase único ) acto como rainha, que ficou conhecido como a Viradeira enfim a demissão e exílio da corte do marquês de Pombal reimpondo um nada esclarecido absolutismo  por nunca perdoado ao marquês a forma brutal como tratou a família Távora no famoso processo dos Távoras para repôr às direitas mesquinhas e supersticiosas o poder num Império que de tal nunca mais se recompôs pois deste absolutismo nasceram as invasões francesas, a ocupação inglesa, as  revoluções anti poder absoluto e eclesiástico dos Liberais ( curiosamente os hodiernos liberais até tremem ao ouvir falar destes seus liberais antepassados) de novo às Esquerdas até que a corte lhes tenha posto rédea curta.

Redea curta que fez nascer várias Esquerdas dos liberais radicais ( carbonários) aos anarquistas que se sobrepuseram aos socialistas porque por cá as revoluções liberais puseram de vez o Povo fora da caixa do poder desprezando-o!

E claro que sempre houve direitas e esquerdas pelo que neste superar do Covid-19 até na negociação do chamado plano marshall uesino como se viu há uma Direita sem valores o ‘bando dos 4’, há uma direita com valores, a direita que está na Comissão Europeia, ha uma Esquerda que cede a quase tudo, a liderança alemã da Internacional Socialista, há uma Esquerda centrista, o PS de Antonio Costa, e existem as restantes, divididas e pouco afins ao debate ideológico infelizmente mas com Valores 

É pois muito dificil logo à partida reconhecermo-nos no texto de Antonio Costa e Silva pois confundir estatismo com Esquerda ou Direita ou nem Direita nem Esquerda é colocar o capitalismo de estado salazarento a par do capitalismo de estado soviético ou chinês o que é uma monstruosa gaffe analítica

Na verdade a História não morreu ( e quem anunciou a sua morte já se arrependeu e pediu desculpa) e na História, no passado no presente e na prospetiva há e haverá Direita e Esquerda.

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