Home Ambiente Isto da falta de água …

Isto da falta de água …

por Joffre Justino

Portugal já ocupa a 41.ª posição na lista mundial de países com falhas hídricas sendo que o país utiliza mais de 40% da água que tem disponível, bem acima do que está estabelecido como margem de segurança para gerir variáveis como secas e aumento da procura o que coloca Portugal em risco elevado de escassez de água e  o aquecimento global tende a tornar o país ainda mais quente e seco.

O luso clima é em geral ameno, com uma precipitação anual média relativamente positiva de cerca de 900 mm só que não existe uma distribuição regular, nem pelo país, nem ao longo do ano com cerca de metade da precipitação em Portugal a acontecer durante os três meses de inverno, e sobretudo na região norte, mais húmida e fria. 

Acompanhando a transição da precipitação verifica-se que o sul é mais quente, mais soalheiro, e mais seco: Braga, no norte, tem cerca de 1450 mm de precipitação, Coimbra regista 900 mm e, em Lisboa, o valor cai para 700 mm. Quando se chega ao Algarve, com o seu microclima seco e soalheiro, a precipitação anual é de apenas 500 mm. 

O Sul da Europa está cada vez mais vulnerável às alterações climáticas e Portugal, segue a mesma linha 

 Por todo o país, as temperaturas têm subido, resultando em verões mais quentes, invernos mais amenos e mais noites tropicais, mais dias de verão e mais períodos quentes e de 1976 a 2006, a temperatura subiu, por década, cerca de 0,5ºC. 

O abastecimento de água sofre com a diminuição de precipitação, com o aumento das secas e períodos secos mais longos e a primavera, o verão, o outono e o inverno estão mais secos, e a época de chuvas é cada vez mais curta pelo que até ao fim do século, Lisboa poderá ter menos 35 dias de precipitação e algumas regioes do país podem desertificar Com ondas de calor mais severas e as secas mais frequentes e intensas. 

Em Portugal, as secas não são desconhecidas sucedendo frequentemente devido a frentes subtropicais de alta pressão, que impedem que as frentes polares frias atinjam o país.  

Contudo, os últimos 30 anos têm sido especialmente secos: 2004 e 2005 foram dois dos anos dos mais secos registados, com a mais severa seca em 60 anos pelo que foram investidos mais de 23 milhões de euros em abastecimentos de água urbanos, nomeadamente em operações nos reservatórios de água. 

Mesmo assim, quando a seca voltou a atingir o país em 2017, o país como de costume nao estava preparado vivendo o sonho do petroleo e do amanhã se verá com este ministro do Ambiente a manter a via fo desastre ficando tudo em campanhas publicitárias que  apelam a que a população poupe água e que as câmaras municipais racionalizassem a utilização municipal com restrições domésticas e algumas comunidades a terem de ter água potável armazenada em reservatórios.

Em 2019, 40% do território de Portugal enfrentou mais uma seca classificada como severa ou extrema e claro o mais afetado Algarve, com a seca a prolongar-se ate 2020 

Ma agricultura apela-se para que os agricultores reduzam a elevada utilização de água, e se buscam insuficientemente soluções dd reciclagem de águas residuais, se restringem escavação de poços, se constroem novas barragens, se pensa na exploração de sistemas de dessalinização, na restauração de infraestruturas com fugas e, de uma forma geral, para que toda a população reduza o consumo de água. 

Haverá que estudar uma  estratégia para aumentar o abastecimento racionalizar a gestão  e reduzir o consumo.

Aumentar o abastecimento não é fácil mas há  a dessalinização para transforma a água do mar em água doce, que é dispendiosa, apesar do custo do processo de utilização intensiva de energia ser reduzido devido à eficiência melhorada e energia renovável. 

É possível também a transferência de água de áreas com água abundante para regiões mais secas com o tratamento e a reutilização de águas residuais na irrigação de terrenos, jardins e campos a apoiarem e sempre contando com a redução do consumo da água 

Na agricultura consome-se  cerca de 80% da água em Portugal e a conservação neste setor é fulcral para dar resposta à crise.

A irrigação é necessária, e as alterações climáticas torná-la-ão ainda mais essencial, pelo que é crucial melhorar a eficiência da mesma por uma irrigação gota a gota e por aspersão mais eficiente. Os agricultores precisam igualmente de ponderar quais as plantações que devem crescer junto de olivais, milheirais e vinhas, que atualmente consomem metade da água do setor. 

A redução do consumo de carne e pode ter um impacto positivo a nível ambiental e ao nível da poupança de água.

Em Portugal, são utilizados diariamente cerca 187 litros de água ppr pessoa para cozinhar, limpar, lavar, etc e reduzir o consumo de água em casa é crítico sendo necessário que  toda a população reduza  o seu consumo, dadas as poupanças que se podem obter. 

E como as torneiras geram um gasto de 12 litros de água por minuto, fechá-las enquanto escovamos os dentes, nos barbeamos e lavamos pode poupar uma grande quantidade de água ou se num duche de cinco minutos com torneira aberta, se gastam 60 litros de água há que tomar duches mais rápidos e se fecharmos a torneira enquanto nos ensaboamos, pouparemos cerca de 36 litros de água e as águas residuais limpas captadas, por exemplo enquanto a água do banho aquece, podem ser utilizadas para regar plantas, fazer limpezas ou para encher os tanques de descarga das sanitas note-se que uma descarga completa do autoclismo gasta até 15 litros.

Uma máquina moderna de lavar com carga frontal e eficiente do ponto de vista do consumo de água utiliza, no mínimo, 34 litros de água por carga pelo que há que fazer  a lavagem apenas quando a máquina está cheia pois pouparemos mais de 10 litros por lavagem e na cozinha, uma máquina de lavar loiça filtra e recicla água de forma a utilizar entre 6,5 a 12 litros de água, em comparação com cerca de 103 litros gastos para lavar a mesma quantidade de loiça à mão. 

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