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O Bairro da Jamaica demora a terminar

por Joffre Justino

Segundo o presidente da Câmara do Seixal será “difícil” concluir este ano o realojamento das 74 famílias que vivem em condições precárias no Bairro da Jamaica, no distrito de Setúbal, “Estamos praticamente a um mês e meio do final do ano e não conseguimos ter todas as casas. Não foi possível ainda e será muito difícil que se consiga”, adiantou Joaquim Santos à Lusa.

Se em setembro, o autarca tinha dito que a compra de habitações para as 74 famílias estava a “meio caminho”, mostrando esperança de que fosse possível reiniciar os realojamentos ainda este ano, as “burocracias” estão a dificultar o processo.

Asdim, “Já temos muitas habitações e o processo de compra está a andar, mas fazer a escritura de 74 imóveis diferentes, juntar toda a parte burocrática, ter todos os documentos prontos, avaliações, contratos de financiamento, tudo isso. Não estamos a conseguir fazer no tempo que permitiria iniciarmos o realojamento”, explicou o lider municipal e reconheceu que “praticamente se pode afastar essa ideia de o realizar até ao final do ano”, como aconteceu em 2018.

Em 20 de dezembro do ano passado terminou a primeira fase de realojamentos dos moradores do lote 10, em que 187 pessoas foram distribuídas por 64 habitações em várias zonas do concelho, segundo a Câmara Municipal do Seixal e na verdade o acordo para a resolução da situação de carência habitacional neste bairro foi assinado em 22 de dezembro de 2017, numa parceria entre a Câmara do Seixal, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Santa Casa da Misericórdia do Seixal.

Pretende-se o realojamento de 234 famílias e num investimento total na ordem dos 15 milhões de euros, dos quais 8,3 milhões são suportados pelo município.

DYBS // MCL

Lusa/Estrategizando 

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