Home Nacional Adesões: a burocracia de estado da União Europeia é equivalente à soviética?

Adesões: a burocracia de estado da União Europeia é equivalente à soviética?

por Joffre Justino

O desespero de António Costa.

António Costa que se tem assumido como um quase que militante da Causa União Europeia assumiu que a credibilidade externa da União Europeia depende da sua capacidade em honrar os compromissos que defendeu junto  daqueles a quem até impôs condições, depois de o Conselho Europeu ter falhado um consenso sobre os Balcãs, “Depois de um primeiro dia com boas notícias, com um acordo sobre o ‘Brexit, tivemos uma segunda fase do Conselho sem boas notícias e sem conclusões sobre qualquer das matérias em debate.

Sobre o tema do alargamento, a única declaração que ficou acertada é que esperamos que até à cimeira de Zagreb, em maio, possa haver desenvolvimentos”, lamentou o primeiro-ministro português, na verdade demasiado otimista em relação ao Brexit e a este acordo com  Boris Johnson.

António Costa considerou que a credibilidade externa da UE depende “desde logo” da sua capacidade para “honrar os compromissos que assume perante aqueles a quem impõe condições para que haja passos adiante”, até porque a questão do alargamento era um dos temas fortes do Conselho Europeu iniciado na quinta-feira em Bruxelas, já que os chefes de Estado e de Governo dos 28 deveriam tomar uma decisão sobre a recomendação da Comissão Europeia de maio passado no sentido de serem abertas negociações de adesão com os dois países dos Balcãs Ocidentais, face aos progressos feitos por Macedónia do Norte e Albânia, mas falharam a adoção de uma posição conjunta.

O primeiro-ministro português acentuou a natural  frustração para um país que “cumpriu todos os requisitos que lhe foram exigidos, e no caso da Macedónia do Norte teve mesmo de alterar o seu próprio nome”, não ter a resposta que “necessariamente esperava”, a da abertura das negociações.

“Sendo que abrir as negociações não significa concluir as negociações, significa só isso: vamos iniciar negociações. Que é um processo que pode demorar muitos, muitos anos, como aconteceu com Portugal, que entre o pedido de adesão e a adesão esperou dez anos. Há países que estão há muitos mais que há dez anos a negociar a entrada”, lembrou António Costa que reafirmou, “Aquilo que estamos a decidir não é se no dia de hoje a Albânia ou a Macedónia do Norte preenchem as condições para amanhã entrarem na UE. O que estamos a discutir é se, de acordo com os critérios que estão definidos e avaliação que foi feita pela comissão, há condições para iniciar as negociações do processo de adesão”.

Recordemos que a Macedónia do Norte é candidata à UE desde 2005 – tendo inclusivamente mudado o nome, pois a Grécia rejeitava a sua adesão enquanto Antiga República Jugoslava da Macedónia –, e a Albânia pediu para aderir já em 2014.

0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.