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As crianças e a publicidade de produtos alimentares

por Joffre Justino

Com base numa nova tabela alimentar baseada nas recomendações da OMS, Organização Mundial da Saude, os produtos alimentares que mais dão origem a publicidade para crianças são também os que vão ter mais restrições a partir de outubro, sejam refrigerantes ou bolachas ou outros alimentos com excesso de açúcar, segundo a Lusa

Assim, a tabela que define o perfil dos alimentos e bebidas com publicidade dirigida a menores de 16 anos será publicada esta quarta-feira em Diário da República, num despacho que entra em vigor dentro de 60 dias destinado a restringir determinada publicidade dirigida a crianças na sequência de lei então aprovada e que incumbia a Direção-Geral da Saúde de identificar os produtos alimentares com elevado valor energético, teor de sal, açúcar, ácidos gordos saturados e ácidos gordos ‘trans’.

“Provavelmente as categorias mais atingidas (pelas restrições) são também as que mais publicitam”, disse a diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), Maria João Gregório, ressalvando que se trata de uma medida apenas para restringir a publicidade alimentar dirigida a crianças, e devendo ser essencialmente afetados produtos como refrigerantes e outras bebidas açucaradas, chocolates, produtos de confeitaria e pastelaria, bolachas, cereais de pequeno-almoço ou refeições prontas a consumir.

Dentro de dois meses, produtos como chocolates ou barras energéticas podem ter a publicidade limitada se tiveram mais de 40 kcal (quilocalorias), ou mais de cinco gramas de açúcar ou 1,5 gramas de ácidos gordos saturados por cada 100 gramas.

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