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Investidores permanecem em Moçambique graças ao FMI

por Joffre Justino

A dependência como solução?

Houve tempo em que poucos eram os economistas que achavam que a solução era a dependência. Hoje não hoje são poucos os que acham que a solução é a autonomia ou a interdependência e o economista-chefe do banco pan-africano Afreximbank vir afirmar que Moçambique continuará a ser destino de investimento desde que o Fundo Monetário Internacional (FMI) permaneça no país é uma demonstração de como as mentalidades mudaram 

Aproveitando os dois milhões de dividas  escondidas e a crise financeira em que o país mergulhou Hippolyte Fofack afirmou,  à Lusa à em Moscovo, que os investidores internacionais passaram a estar mais atentos a Moçambique, mas mantiveram os projetos em curso, graças às garantias asseguradas por entidades internacionais “Quando o FMI está ainda atrás de um país acho que devemos dar uma oportunidade e apoiar, porque o FMI assegura que a governação está de acordo com os padrões internacionais”, explicou o dirigente do banco pan-africano com sede no Cairo que tem como principal foco o financiamento e promoção do comércio e investimento no continente.

“A melhor forma de ajudar um país não é fugir, mas sim ter uma política de crédito articulada com políticas públicas internacionais” referiu o economista-chefe do Afreximbank, comparando Moçambique com a crise da dívida grega pois aí houve “uma crise da dívida ligada a problemas de gestão fiscal”, mas o FMI e o Banco Mundial apoiaram e fiscalizaram todos os passos”, permitindo manter a confiança dos investidores.

O papel dessas organizações financeiras internacionais “é tão essencial que muitos investidores vão pacientemente esperar pelas consultas do FMI para avaliar se vão entrar ou sair de um país” e em Moçambique, para Hippolyte Fofack a comunidade internacional não poderia sair e abandonar o país pois caso o fizesse seria criada “uma crise sistémica que pode tornar muito difícil um país alguma vez recuperar”, afirmou.

De independência passou-se para a interdependência e hoje para o elogio da dependência ao mesmo tempo que os meios financeiros enlouqueceram de tanto rodarem sobre si mesmos. 

Foto de destaque: LUSA

JJ

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