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Chuvas e mortes em Benguela

por Joffre Justino

Escondido pelo drama da cidade da Beira a 16 de Março de 2019, aconteceram chuvas fortissimas que originaram a morte de 16 pessoas na província de Benguela, tendo morrido segundo o País 12 cidadãos no município da Catumbela e desaparecido 2 crianças, que não foram encontradas até hoje. 

O administrador municipal de Catumbela, Julião Almeida, disse que a vila, passa por tempos difíceis, e evitáveis.

Asdim fortissimas chuvadas  abateram-se sobre os municípios de Benguela, Catumbela e Lobito, deixando um rasto de mortes  num mês fatídico nessa província no que toca às chuvas, e registaram- se no mais novo município, o de Catumbela, onde pereceram 12 pessoas e desabaram 38 casas. 

Relatando o drama o administrador municipal, Julião Almeida, aqueles cidadãos que sobreviveram ao desabamento das suas casas encontravam- se já abrigados nas habitações dos seus familiares.

Esta calamidade deverá servir como alerta para a mudança comportamental das populações pois, têm de deixar de construir e residir em zonas de risco, senão “daqui a 4 anos” estar-se-á perante a mesma dor.

A seu ver, a repetição desnecessária da tragédia deve-se, em parte, aos munícipes que “não acataram os nossos conselhos”. Como consequência, está agendada para Segunda-feira, dia 1 de Abril, uma reunião, na Administração Municipal da Catumbela, em que serão analisadas e discutidas parcelas de terreno, que possam ser cedidas, gratuitamente, aos sinistrados. 

Apesar disso, o dirigente não está optimista, pois “a verdade, é que as pessoas não gostam, você entrega (terrenos), depois de um mês, elas vendem e voltam para o mesmo sítio”.

Desde o dia 17 de Março de 2019, manhã seguinte à calamidade, que ‘era de se esperar’ uma ‘onda de solidariedade’ dirigida às vítimas, sobreviventes, força material e emocional para que reconstituam as suas vidas mas o movimento solidário so começou uma semana depois com a visita de um grupo juvenil no Domingo, 24, e que na Terça-feira, distribuiu roupas usadas, chapas e alimentos, ofertados pelo Ministério da Família.

Dentre os sinistrados, a prioridade são as famílias que perderam membros, fez saber o administrador e, anteontem, ainda durava o processo de divisão e entrega dos donativos recebidos do ministério por intermédio do governo provincial. 

Foto de destaque: Jesus Silva | Edições Novembro |

JJ

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