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G20 é muito mais violento que final da Libertadores

por Silvio Reis

A final da Copa Libertadores da América, na Argentina, foi transferida por conta da agressividade de torcedores do River Plater, que jogaram pedras e bombas de gás de pimenta no ônibus que transportava jogadores do Boca Juniors. O superclássico  passou de 24.11 para 08 ou 09.12.

A próxima cúpula do G20, que reúne os maiores líderes da economia mundial, acontecerá em Buenos Aires nesta sexta e sábado, 30 e 01. Dirigentes políticos temem um efeito violento e semelhante à superfinal da Libertadores, sem admitirque efeitos políticos destroem e matam muito mais do que conflitos esportivos.

Uma semana antes do evento, Donald Trumpencaminhou um dos vários aviões da Força Aérea dos EUA, que ficarão em Buenos Aires e regiões próximas. Ao enviar um Boeing, a Arábia Saudita também planejou a segurança do príncipe Mohammed bin Salman, acusado de mandar matar um jornalista que criticava o seu governo.

Outros aviões e fortes esquema de segurança vão proteger Vladimir Putin, o chinês Xi Jinping, o japonês Shinzo Abe, o turco Recep Erdogan, entre outros governantes que se propõem a consensos mundiais e, ao mesmo tempo, querem preservar interesses comerciais. Já vazou a notícia de que não haverá apoio incondicional ao Acordo de Paris. Certamente, não haverá pedradas e gás de pimenta em nome da preservação ambiental.

O anfitrião Maurício Macri, que tornou a Argentina dependente de empréstimos do FMI, se reúne com Trump antes da Cúpula e sem participação da imprensa. Michel Temer poderá precisar de serviços médicos (cubanos, talvez) se os líderes mundiais concluírem que o Brasil se tornou pobre demais para fazer do clube seleto dos 20.  

No sábado, segundo dia do encontro de líderes, o presidente eleito mexicano, López Obrador, toma posse e receberá Trump. O acordo é “segurar imigrantes” que se destinam aos EUA. A revista Forbes México, que traduz anseios econômicos e empresariais, fala em muita promessa na campanha e pouco orçamento para realizá-las. A projeção é um crescimento de 1,4% nos primeiros anos do novo governo.

Depois da cúpula e da posse de Obrador, a grande final Libertadores dará margens para extravasar toda a violência contida que a política impõe, dia a dia.

Foto destaque: Ônibus do Boca Juniors atacado por torcedores do River (José Romero / AFP)

Silvio Reis, jornalista brasileiro

 

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