Home Cidadania “A Justiça vista a partir do processo Marquês” – Conferência de José Sócrates

“A Justiça vista a partir do processo Marquês” – Conferência de José Sócrates

por Joffre Justino

Temos todos uma opinião muito firme muito segura muito confirmada sobre este caso Marquês que na verdade é…Sócrates e não nem Pombal, nem Távora e deveria chamar-se caça às bruxas.

Não nos compete num caso destes assumir posição porque não seremos iguais, mesmo que em sentido contrário aos que entenderam assumir posição, contrariando até o princípio da presunção da inocência ( e só num caso, só neste caso – Sócrates esse principio de presunção de inocência nao existiu !) 

Tivemos pois durante dez meses uma posição – exigir a libertação de Sócrates até ser julgado e condenado ( aliás, ao lado estava o sr Salgado que banhava os pezinhos na piscina particular quando não estava na capela particular ).

Hoje o processo já decorre normalmente e está como de costume a ser preparado para cair em cima de um período eleitoral sempre no intuito opusdeista de se arrasar o PS.

Mas no sábado, o antigo primeiro-ministro Sócrates vai proferir uma conferência, em Vila do Conde, onde o tema será o processo Operação Marquês e a ausência de sorteio de juiz quando, em setembro de 2014, o inquérito foi entregue a Carlos Alexandre, golpe administrativo típico de totalitários.

Sócrates confronta-se com um novo momento em que está prestes a ser conhecido o juiz responsável pela instrução, que vai decidir se o caso segue, ou não, para a fase de julgamento, só que desta vez a atribuição do processo será feita finalmente de forma eletrónica por um programa que escolhe aleatoriamente o juiz.

Assim  e na prática, o caso Marquês só pode ir parar às mãos ou de Carlos Alexandre ou Ivo Rosa.

A Jusliber, disse à Lusa que a conferência de José Sócrates será sobre  “A Justiça vista a partir do processo Marquês”, e onde o antigo PM socialista falará sobre aquele processo e o que significou para a justiça portuguesa na verdade mais corretamente para o empurrar a justiça para o lodaçal de um pântano cheio de crocodilos que só se alimentam de carne podre.

Segundo a mesma fonte, Sócrates, pretenderá ainda falar sobre o que aconteceu em 9 de setembro de 2014, altura em que o inquérito relativo à Operação Marquês “não foi sorteado” entre os juízes Carlos Alexandre e João Bártolo, tendo sido entregue diretamente ao primeiro magistrado, resultando numa violação do “princípio do juiz natural”.

Tudo adequado, Sócrates é livre de falar no que entender e mais livre ficou depois de um juiz não eleito, nem sequer sorteado lhe tirar 10 meses de vida em liberdade e agora à data de hoje parece pouco ter conseguido, para ajudar quem o deveria acusar, o tal ministério público ! 

Mas na verdade trata-se de “outros 500” e esperemos somente que finalmente a justiça saia do pântano onde se enfiou voluntariamente.

Joffre Justino

Foto de destaque: Visualhunt

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