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A morte do pintor Julio Pomar

por Joffre Justino
Júlio Pomar morreu esta terça-feira no Hospital da Luz, aos 92 anos de idade depois de uma vida intensa no plano pessoal e profissional.
Figura essencial na pintura portuguesa vendo a arte como uma forma de pensamento, de reflexão e intervenção na sociedade, e de resistência à ditadura fascista.
Pomar na sua diversidade tanto trabalhou a sua figura de Mário Soares em quadro de Presidente da República como a de Pessoa num pintura que esvoaçou em muitas direcções.
Aos 20 anos, trabalhou e teorizou o neo-realismo na pintura, enquanto lutou e foi preso com outros militantes do MUD Juvenil [Movimento de Unidade Democrática, a oposição antifascista.
 
Júlio Pomar estudou em 1934, para a António Arroio, onde foi colega de artistas como Marcelino Vespeira, Cesariny e Cruzeiro Seixas frequentou as Belas-Artes de Lisboa, em 1942, e depois as Belas-Artes do Porto em 1944.
A partir de 1956 foi um dos organizadores e um dos participantes nas Exposições Gerais de Artes Plásticas, forma de oposição às mostras do regime de Salazar.
Da pintura ao desenho, à gravura, cerâmica, da assemblage ao azulejo (são dele as decorações da estação do Alto dos Moinhos do Metropolitano de Lisboa) espraia-se para além do neo-realismo e vive de trabalhos de decoração e ilustração.
Viaja por Madrid ou Paris pela clássica Itália mas também Marrocos estuda a obra de Ingres e Matisse pinta muito, já fora do neo-realismo apreende a visão artística sul-americana ou a de Picasso pintando quase impulsivamente.
Joffre Justino
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