4 Dezembro, 2022

Estrategizando

Notícias, Reflexão e Ação.

https://bahaiteachings.org/how-to-get-rid-of-religious-fanaticism/

NÃO a todos os fanatismos políticos e ou religiosos! Libertação dos bahai e das Mulheres e Homens presos pela Liberdade! 

O Irão é como a Arábia Saudita um estado fanático religioso, com “cores” diversas mas com intuitos absolutamente iguais – travar a Liberdade e a Democracia Laica!

No Estrategizando somos contra todos os Estados que se submetem a uma religião, seja ela qual for do fanático ateísmo, aos islamismos vários, ao judaísmo israelita, ao anglicanismo britânico etc., todos eles Estados ainda dominados por resquícios medievalescos e somos contra com a vivida experiência, parcelarmente ainda hoje, de Concordatas totalitárias ou proto totalitárias!

Joffre Justino

E somo-lo em nome de uma Cidadania Responsável, Tolerante e cientes que havendo um Deus Uno, nada impede uma diversa relação com ele ainda que prefiramos uma relação direta e e não via intermediários !

Dói-nos na Alma saber que no Irão, quer os bahai que são brutalmente reprimidos quer as mulheres tenham de lutar pela sua Liberdade!

Assim estas,  na vanguarda dos protestos crescentes no Irão, protestaram provocadas que foram pela morte sob custódia de uma mulher detida por violar as leis do hijab.

Centenas de Pessoas aplaudiram quando um grupo de corajosas  mulheres queimaram seus hijabs numa fogueira em Sari na terça-feira, o quinto dia consecutivo de protestos.

Ativistas presentes denunciaram  que uma mulher estava entre os três manifestantes mortos a tiro pelas forças de segurança em Urmia, Piranshahr e Kermanshah.

Na totalitária mentalidade das ditas autoridades servidoras de um Estado totalitário religioso ( como no tempo do salazarento), no caso no Irão, ainda acusaram os manifestantes de matar dois civis em Kermanshah, bem como um assistente da polícia em Shiraz, mas a verdade é que sete pessoas foram mortas desde que os protestos contra as leis do hijab e a polícia da moralidade eclodiram após a morte de Mahsa Amini.

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These women in #Iran’s northern city of Sari are dancing and burning their headscarves… anti-regime protests have now spread to dozens of cities from north to south, east to west… all triggered by the death of #MahsaAminiwhile in the custody of Iran’s morality police.

Uma jovem mulher curda de 22 anos,  da cidade de Saqez, no noroeste do país, morreu no hospital na sexta-feira, depois de passar três dias em coma como resultado das violências sofridas! 

Ela estava com seu irmão em Teerão quando foi presa pela “polícia da moral”, ( ainda está vivo quem se lembra de ver nas praias de Portugal um polícia marítima a multar as mulheres que usassem bikini). que a acusou de infringir a lei que exige que as mulheres cubram os cabelos com um hijab, ou lenço na cabeça, e seus braços e pernas com roupas largas. 

A jovem  entrou em coma logo após desmaiar em um centro de detenção havendo relatos de que a polícia espancou a cabeça de Amini com um bastão e bateu a cabeça dela contra um de seus veículos, disse a alta comissária interina da ONU para os Direitos Humanos, Nada al-Nashif.

A polícia negou que ela tenha sido maltratada e disse que ela sofreu “insuficiência cardíaca súbita”. Mas sua família desmentiu dizendo que ela estava em forma e saudável.

“A trágica morte de Mahsa Amini e as alegações de tortura e maus-tratos devem ser investigadas com rapidez, imparcialidade e eficácia por uma autoridade competente independente, que garanta, em particular, que sua família tenha acesso à justiça e à verdade”, disse Nashif.

Ela observou que a ONU recebeu “vários e verificados vídeos de tratamento violento de mulheres” à medida que a polícia de moralidade expandiu suas patrulhas de rua nos últimos meses para reprimir aqueles que usavam “hijab solto”.

“As autoridades devem parar de perseguir, assediar e deter mulheres que não cumprem as regras do hijab”, acrescentou, pedindo sua revogação.

Um assessor do líder supremo do Irão um desses aiatolá, o Ali Khamenei, religiosamente primo de quem usou o site do patriarcado luso para fazer campanha pelos cheganos, visitou a família de Amini na segunda-feira e disse-lhes que “todas as instituições tomarão medidas para defender os direitos que foram violados”, informou a mídia estatal.

O parlamentar sênior Jalal Rashidi Koochi criticou publicamente a “polícia da moral” ( a pide la do burgo), dizendo que a força foi um “erro”, pois só produziu “perdas e danos” para o Irão! 

Mas vejamos as leis hijab do Irão… 

Após a Revolução Islâmica de 1979, as autoridades iranianas impuseram um código de vestimenta obrigatório,  exigindo que todas as mulheres usassem um lenço na cabeça e roupas folgadas que disfarçassem suas figuras em público… o habitual medo dos fanáticos todos eles do corpo que Deus, com Amor, nos deu..por entre um processo evolutivo que ainda não findou !

A “polícia da moral”, a Pide la do sítio, conhecida como “Gasht-e Ershad, Patrulhas de Orientação” – tem a tarefa, entre outras coisas, de garantir que as mulheres estejam de acordo com a interpretação das autoridades de roupas “adequadas”. 

Os tais bufos  têm o poder de parar as mulheres e avaliar se elas estão mostrando muito cabelo; suas calças e sobretudos são muito curtos ou justos; ou que  estão a usar muita maquilhagem, com punições por violar as regras que vão da  multa, à prisão ou ao açoitamento.

Em 2014, mulheres iranianas começaram a compartilhar fotos e vídeos de si mesmas desrespeitando publicamente as leis do hijab como parte de uma campanha de protesto online chamada “My Stealthy Freedom”, inspirando outros movimentos, incluindo “Quartas-feiras Brancas” e “Girls of Revolution Street”.

Nashif também expressou preocupação com “o uso desnecessário ou desproporcional da força relatado” contra as milhares de pessoas que participaram dos protestos desde a morte de Mahsa Amini.

Hengaw, uma organização sediada na Noruega que monitora os direitos humanos em áreas predominantemente curdas do Irão, disse que um menino de 16 anos e um homem de 23 anos foram mortos quando as forças de segurança abriram fogo contra manifestantes na noite de terça-feira em Piranshahr e Urmia. , que estão ambos na província do Azerbaijão Ocidental.

O grupo também informou que as forças de segurança mataram a tiros uma mulher num protesto na província vizinha de Kermanshah.

De acordo com Hengaw, três manifestantes do sexo masculino foram mortos pelas forças de segurança na província do Curdistão na segunda-feira – um em Saqez, cidade natal de Amini, e outros dois nas cidades de Divandarreh e Dehgolan. Outro homem baleado em Divandarreh naquele dia sucumbiu aos ferimentos na quarta-feira, disse.

Golnaz Esfandiari

@GEsfandiari

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Unprecedented scenes in Iran: woman sits on top of utility box and cuts her hair in main square in Kerman to protest death of Mahsa Amini after her arrest by the morality police. People clap their hands and chant “Death to the dictator.” 

#مهسا_امینی

Não houve confirmação dessas mortes pelas autoridades, mas o promotor da cidade de Kermanshah disse à agência de notícias Tasnim que duas pessoas foram mortas por “elementos anti-revolucionários” na terça-feira.

Enquanto isso, a agência de notícias estatal Irna disse que um assistente de polícia morreu de ferimentos sofridos em confrontos violentos com manifestantes na cidade de Shiraz, no sul, na terça-feira.

Em Teerão, vídeos postados online mostraram mulheres tirando seus lenços de cabeça e gritando “morte ao ditador” – um canto frequentemente usado em referência ao Líder Supremo. Outros gritaram “justiça, liberdade, não ao hijab obrigatório”.

Uma mulher que participou de um protesto na segunda-feira na cidade de Rasht, no norte do país, enviou à BBC fotos do que ela disse serem hematomas que ela sofreu como resultado de ser espancada pela polícia de choque com bastões e mangueiras.

“[A polícia] continuou a disparar gás lacrimogêneo. Nossos olhos queimavam”, disse ela. “Estávamos a fugir, [mas] eles encurralaram-me e bateram. Eles chamavam-me  de prostituta e diziam que eu estava na rua para me vender.

Outra mulher que protestou na cidade central de Isfahan disse a Ali Hamedani, da BBC: “Enquanto estávamos balançando nossos lenços no céu, me senti tão emocionada por estar cercada e protegida por outros homens. É ótimo ver essa união. Espero que o mundo nos apoie.”

O governador de Teerã, Mohsen Mansouri, tuitou na terça-feira que os protestos foram “totalmente organizados com a agenda de criar agitação”, enquanto a TV estatal alegou que a morte de Amini estava sendo usada como “desculpa” por separatistas curdos e críticos do totalitarismo religioso fanático.

Claro que em apoio a todas e todos que são maltratados e ou presos é nosso dever divulgar estás denúncias e protestar tal em junto da embaixada do Irão,

iranemb.lis@mfa.gov.ir

( adaptação da BBC)

Foto de destaque: https://bahaiteachings.org/how-to-get-rid-of-religious-fanaticism/

Veja o video no link abaixo…

https://twitter.com/ranarahimpour/status/1572295695037796353?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1572295695037796353%7Ctwgr%5E23bfc9078e53d00d13c4f8419fc308df9e8f8a64%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fnews%2Fworld-middle-east-62967381