Home Ambiente Chernobyl – 34 anos após a catástrofe nuclear

Chernobyl – 34 anos após a catástrofe nuclear

por Antonio Sousa

O desastre que na nossa opinião matou a URSS tem hoje investigações “técnicas” que “revelam” que os funcionários não seguiram as normas de segurança.

Mas 3 anos depois deu-se  a explosão de uma bem maior central nuclear – o PCURSS – e com ele o fim de 72 anos de uma dita revolução a comunista soviética que fez explodir com ela todo o sistema soviético à exceção da “reguila” Cuba e da anti social imperialista RPChina  ( digamos que o Vietnam, a Coreia do Norte, a Albania e os PALOP são refugo neo colonial que não contam para a realidade) e Chernobyl não pode ser vista como um modelo estritamente tecnológico no interior da URSS pois a perspetiva da vitória da URSS sobre o capitalismo imperialista privatista baseava-se precisamente na energia nuclear. 

Assim, o que hoje é conhecido como a maior catástrofe nuclear da história foi a catástrofe que fez cair a arrogância do sol dos nossos corações  que ocorreu em 26 de abril de 1986, quando o reator número quatro da usina nuclear de Chernobyl explodiu. 

Esta fábrica localizada a 120 quilômetros da capital da Ucrânia, Kiev, perto da fronteira com a Bielorrússia foi o escândalo que fez cair as certezas comunistas sovietistas Com uma explosão causada, em primeiro lugar, pela falta de um sistema de segurança atualizado no reator, com um nível de automação de baixo calibre, onde o super aquecimento do combustível causou a destruição da superfície do gerador, causando duas grandes explosões e ainda por cima segundo as investigações realizadas no caso os trabalhadores não seguiram as normas de segurança determinadas 

Morreram então 30 pessoas entre os funcionários e os bombeiros da fábrica como resultado da explosão, Mas não terminou aí, e a série de erros e segredos na usina nuclear causam danos ainda hoje.

A estrutura destruída ardeu durante 10 dias e poluiu 142.000 quilômetros quadrados no norte da Ucrânia, sul da Bielorrússia e na região russa de Briansk.

Esta explosão de Chernobyl expulsou substâncias radioativas até uma altitude de 1,5 km e os ventos do sudeste varreram as nuvens radioativas mundo for com os territórios mais afetados a serem a Ucrânia e a Bielorrússia.

Os elementos que desempenharam um papel importante no processo de contaminação:

  • A contaminação radioativa é composta principalmente de substâncias como estrôncio e césio. Estes têm uma desintegração que demora 30 anos a acontecer
  • Isótopos de plutônio e amerício estarão presentes no respectivo território provavelmente por vários milhares de anos. No entanto, eles têm um efeito de radiação desprezível no corpo humano.
  • O iodeto radioativo tem um curto período médio de decaimento e, logo após o acidente, decompõe-se naturalmente em substâncias inofensivas.

Pripyat uma cidade construída para os trabalhadores da usina nuclear a apenas a três quilômetros dela não foi avisada deixando-se os 50.000 residentes sobre a ameaça de contaminação radioativa e as autoridades em acréscimo falharam ao não lhes fornecer os comprimidos de iodo que os ajudariam contra a radiação.

Os habitantes só foram evacuados durante a tarde de 27 de abril de 1986 e ficaram expostos a grandes quantidades de radiação.

Mas estes erros afetaram a vida de pelo menos 600.000 pessoas somente nessa área e algo com 5 milhões de pessoas continuam vivendo nas áreas atualmente contaminadas.

Hoje, a entrada na área é proibida, com as seguintes exceções: pessoas com permissões, ex-moradores que visitam cemitérios, cerca de 100 pessoas, a maioria delas aposentadas, que vivem nessa área por sua conta e risco e que foram autorizadas 

Eles voltaram porque queriam passar seus últimos dias em suas casas e, finalmente, os três mil trabalhadores que trabalham em regime especial para destruir os restos da usina nuclear, que parou de funcionar definitivamente em 2000.

Pripyat é atualmente uma cidade fantasma e é guardada pela polícia e pelo exército. A cidade está cheia de escritos dos anos 80, pôsteres, livros ou fotografias, principalmente com referências a Lenin. 

Dependendo da proximidade do local da explosão, existe um risco maior ou menor de contaminação radioativa sendo que os níveis atuais de radiação são apenas uma fração do que eram em 1986.

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