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A Holanda, agora Países Baixos, e a mesquinhez dos Liberais de hoje

por Joffre Justino

A Holanda, agora Países Baixos, e a mesquinhez dos Liberais de hoje. 

O Governo Mark Rutte III é um governo nascido com as eleições de 2017 onde Mark Rutte III que lidera o partido Popular  para a Liberdade e Democracia  na UE ligado, imagine-se aos Liberais da Renovar a Europa, anteriormente Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa.

Ora estes “liberais”, representados por um tal Hoekstra tiveram o desplante de afirmar numa videoconferência com homólogos dos 27, que a Comissão Europeia devia investigar a Espanha e mais não citados países, que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, apesar de a zona euro estar a crescer há sete anos consecutivos … bem conhecemos, diga-se, por cá, o xenofobismo desta recente Holanda  que envergonha o seu passado Liberal ! 

A dita Holanda / Países Baixos está assim, na 11.a posição no que concerne ao Covid-19, 

                         Casos.         Novos            Mortes

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E eis porque não concordando com demasiadas posições do PS continuamos a respeitar Antonio Costa que face às acusações da Holanda, que sugeriu que a Espanha devia ser investigada por não ter recursos para fazer face à pandemia, disse frontalmente, “O discurso é repugnante no quadro da União Europeia. A expressão é mesmo esta: repugnante. Ninguém está disponível para voltar a ouvir ministros das finanças como aqueles que já ouvimos em 2008, 2009, 2010 e anos consecutivos”, que acentuou que a pandemia “é um problema conjunto … Não foi a Espanha que criou o vírus, o vírus atingiu-nos a todos por igual … é de uma absoluta mesquinhez e inconsciente” a resposta, que segundo ele, “mina completamente a base da União Europeia”. 

“Se a União Europeia [UE] quer sobreviver é inaceitável que qualquer responsável político, seja de que país for, possa dar um resposta dessa natureza perante uma pandemia como aquela que estamos a viver”, indignou-se António Costa “Se não nos respeitamos uns aos outros e se não compreendemos que, perante um desafio comum, temos de ter capacidade de responder em comum, então ninguém percebeu nada do que é a União Europeia”.

O primeiro-ministro relevou sinda que “se algum país da UE pensa que resolve o problema do vírus deixando o vírus à solta noutro país, está muito enganado”.

“Porque numa União Europeia que assenta na liberdade de circulação, de pessoas e bens, em fronteiras abertas, o vírus não conhece fronteiras”, afirmou Antonio Costa! 

Quanto às decisões da reunião do Conselho Europeu, Costa afirmou que a resposta é insuficiente, tendo em conta o que o mundo está a enfrentar, “Foi um acordo possível, mas manifestamente insuficiente”, afirmou, 

O primeiro-ministro destacou, no entanto, a decisão de lançar um programa de recuperação da economia europeia para o pós-crise de covid-19 e de mobilizar uma linha de financiamento de 240 mil milhões de euros.

O primeiro-ministro disse também que nesta “longuíssima” reunião do Conselho Europeu foram tomadas duas decisões que caracterizou como “importantes” – a primeira referente ao “mandato que foi atribuído para que o Eurogrupo, no prazo de duas semanas, apresente ao Conselho Europeu as condições da mobilização de uma linha do Instrumento de Estabilidade Europeia, no montante global de 240 mil milhões de euros, para financiar os Estados-membros no combate à crise provocada pelo surto do novo coronavírus” onde cada Estado-membro “pode levantar até ao limite de 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB)”, para  “apoiar os investimentos necessários na área da saúde, designadamente para a aquisição de equipamentos, mas também para financiar medidas de apoio ao emprego, ao rendimento e à estabilização das empresas”.

Quanto à segunda decisão “importante” tomada neste Conselho Europeu, a mesma foi a de mandatar os presidentes da Comissão, Ursula von der Leyen, e do Conselho, Charles Michel, e com as outras instituições europeias, “tendo em vista começar a preparar um programa de recuperação da economia europeia para o período pós-crise”.

“Ninguém sabe ainda qual o momento zero do período pós-crise, mas é preciso começar a preparar o futuro para que, assim que a pandemia esteja controlada, possamos ir levantando as medidas de confinamento domiciliário e de paralisação da atividade económica, não se perdendo tempo no relançamento da economia”.

António Costa salientou quer se vive atualmente uma situação de “paralisia generalizada à escala europeia, com uma forte pressão sobre o emprego e sobre o rendimento das famílias”.

“Temos procurado agir coordenadamente. Tal como hoje o Governo fez ao aprovar um conjunto de medidas para apoiar as empresas, o emprego e o rendimento das famílias, todos temos procurado agir de uma forma coordenada à escala europeia”, referiu.

Neste contexto, o líder do executivo português elogiou “a ação determinada do Banco Central Europeu (BCE) de forma a controlar o risco de qualquer crise de dívida soberana”.

“Depois de um movimento inicial de especulação sobre o valor das dívidas, tem vindo a registar-se uma acalmia dos mercados e uma descida acentuada da taxa de juro, ainda não para os valores normais que tínhamos no momento pré-crise, mas uma boa tendência de descida que é essencial que se mantenha”, defendeu.

António Costa apontou como bons exemplos a intervenção do BCE, primeiro com o anúncio da mobilização de 750 mil milhões de euros para intervenção no mercado e, na quarta-feira, ao retirar qualquer restrição na aquisição das linhas de dívida dos diferentes países.

“Foi o contributo até agora mais importante no conjunto da União Europeia”, sustentou.

Outros contributos “também importantes”, na perspetiva de António Costa, foram as decisões de flexibilizar as regras do Pacto de Estabilidade e as da concorrência que proíbem ajudas de Estado.

Por esta via, de acordo com o primeiro-ministro, Portugal já pôde dar “ajudas de Estado que permitiram baixar a taxa de juro dos três mil milhões de euros de linhas de crédito que esta semana estão a ser abertas para apoiar um conjunto de setores económicos mais atingidos pela crise”.

Das decisões deste Conselho Europeu, António Costa destacou ainda “a criação de uma ‘task force’ para acelerar o processo de repatriamento de cidadãos europeus dispersos pelo mundo”.

“Nós já conseguimos assegurar o repatriamento de cerca de 640 portugueses que estavam espalhados um pouco por todo o sítio. Neste momento, estimamos que temos cerca de três mil ainda no estrangeiro, muitos deles dispersos”, disse.

Ficou também decidido na reunião do Conselho Europeu prolongar as medidas para “limitar ao máximo” a circulação “nas fronteiras externas da União Europeia”.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, segundo António Costa, decidiram também apelar à Comissão “para que acelere todos os procedimentos de compra do equipamento médico e do material de proteção individual”, e reforce o orçamento “para a constituição de um ‘stock’ de reserva ao nível europeu” destes equipamentos.

“Houve uma avaliação positiva da mobilização de verbas para apoiar os 17 projetos que estão neste momento em curso na área da investigação científica, designadamente para o desenvolvimento de vacinas de combate ao coronavírus. São 17 projetos à escala europeia – uma empresa portuguesa tem uma participação num desses projetos – e é obviamente algo muito importante para o médio prazo”, acrescentou o primeiro-ministro.

E já agora que tal encher a caixa de correio eletronico da embaixada holandesa com protestos anti xenofobos?

E o e-mail é lis@minbuza.nl

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