Home Opinião Angola: Uma Carta Aberta sem remetente, sobre o clã dos Santos e seus aliados!

Angola: Uma Carta Aberta sem remetente, sobre o clã dos Santos e seus aliados!

por Joffre Justino

A ex-eurodeputada Ana Gomes acusou este domingo o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e a Procuradoria-Geral da República de serem “coniventes” com os esquemas alegadamente fraudulentos da empresária angolana Isabel dos Santos. ( in, TSF)

As sanções da ONU impedem que os principais membros da UNITA se desloquem ao estrangeiro e que possuam contas bancárias internacionais. (In Publico)

Meu Caro Mais Velho,

Estamos a 19 de janeiro de 2019 e finalmente vem a lume o quão escabroso foi o clã dos Santos que impôs a Angola 2 guerras civis por cima de 13 anos de guerra colonial imposta pelo fascista salazarento e uma guerra civil imposta pela ocupação sovieto cubana e reação americana na qual enfim a responsabilidade foi um pouco angolana também. 

Lembro bem o dia em que já sabendo das sanções que me icluiam nominalmente ( o meu nome apareceu numa lista de mais 100 angolanos e com uma acusação escabrosa “atividades políticas” porque mais nada havia a acusar) e lembro o dia em que vi as minhas da minha ex companheira e das empresas onde era sócio bloqueadas num 25 de setembro em cima do pagamento de ordenados e prestações de serviços de fornecedores!

Pois esperei mais velho o tempo suficiente para ver o clã cair e espero ver o Estado Angolano, o Português e a ONU indemnizarem-me pelo que passei por ter lutado avant la lettre contra a corrupção o nepotismo a degradação económica e financeira de um país inteiro, Angola pela Democracia e uma justa distribuição da riqueza na CPLP porque dela sou filho!

Agora, com gozo confesso mais velho, vejo e oiço os resultados da investigação de um Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, onde SIC e TSF estão a desnudar uma rede organizacional de Isabel dos Santos, do  seu marido e respetivo, com “mais de 400 empresas e subsidiárias em 41 países, incluindo pelo menos 94 em jurisdições opacas como Malta, Maurícias e Hong Kong” dando razão às acusações que fazíamos desde 1992 e que personalidades como Rafael Marques e Ana Gomes fazem também! 

Foram pelo menos 28 anos de desbragada corrupção com Isabel dos Santos e seu clãzinho a gerarem belos resultados nos últimos dez anos com as suas empresas a conseguirem “serviços de consultadoria, empréstimos, contratos públicos e licenças no valor de milhares de milhões de dólares do governo angolano”, e agora a serem postos a nu assim tão cruamente mais Velho!

As denuncias feitas entre 1992 no Terra Angolana e 2002 foram ignoradas tratadas como a arrogância dos poderosos permite mas estão espalhadas entre media e redes sociais de então mas agora chegou a vez de lembrar que desde 1979 que o regime do MPLA na ponta final de um Agostinho Neto já doente abriu as portas à exploração petrolífera americana passando a contar com o lobby Bush do seu lado e com curiosamente as forças cubanas a protegerem os poços petrolíferos bushianos

E vale recordar os negocios de vendas de armas e formação militar ao MPLA vinda de portugueses do negocio dos ninjas ( formaçao militar e venda de armas e outro equipamento das Espanhas ao MPLA furando os Acordos de Bicesse) as vendas de armas e equipamento dos israelitas  os ‘exercitos privados’ americanos e ingleses a venda a desbarato da exploração petrolifera a tutti quanti a entrega da exploração petrolifera aos russos via Lev Leviev e aos canadianos via o embaixador Fowler ( que para “matar” a UNITA alem das sanções inventou os “diamantes de sangue”), alem claro das “obras publicas” onde andaram primeiro a Odebrecht ( ainda ao tempo da ditadura militar fascista brasileira) e até chegar às n empresas de obras publicas e construção civil lusas! 

Tudo esquecido e perdoado… 

Mas as invejas foram-se acumulando a par da necessidade de pôr sob pressão internacional “o país na ordem” e cai na rede anti corrupção, finalmente, o clã dos Santos.

Ou para nascer novo clã ou para realmente ir pondo “o país na ordem” um novo presidente, João Lourenço sai do clã dos Santos onde foi sempre critico e abre fogo, primeiro politico e depois ango corrupção ao poderoso clã dos Santos e por consequência à sua testa de ferro, Isabel dos Santos e o seu esposo Sindika.

Este casal com um “conjunto de empresas-fantasma para evitar o escrutínio e investir em imobiliário, empresas de energia e de comunicação social” investiu o capital da Sonangol em si mesmo com o apoio do “pai de todos” José Eduardo dos Santos!

Nesta campanha jornalistica documentos há que mostram que nos negócios do casal se “desviavam honorários de consultadoria, empréstimos e contratos para empresas-fantasma que os próprios controlavam nas Ilhas Virgens Britânicas, Países Baixos e Malta”.

O consórcio de jornalistas  fala en passant dos negócios de construção civil relatando um dos muitos casos de  “milhares de famílias foram despejadas à força das suas casas em Luanda que ficavam em terrenos que faziam parte de um projeto de reabilitação envolvendo uma empresa de Isabel dos Santos”, e que envolvem o clã, mas também bem outros mplistas! 

Diz o consórcio de jornalistas que obtiveram e analisaram  356 gigabytes de dados relativos aos negócios em mais de 715 mil ficheiros, numa denuncia que ficou com  o nome de “Luanda Leaks”, relatando esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, e que foram a base  da fortuna da família o que nem é verdade pois essa fortuna nasce logo em 1991/2 durante o chamado processo de paz de Bicesse onde Savimbi e a UNITA foram os unicos a tentar por ordem no vale tudo ladroagem que uns marketeiros brasileiros e a sra Anstee tudo fizeram para esconder 

Agora mais velho apesar de tudo abençoado Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ), com vários órgãos de comunicação social, internacionais entre os quais os portugueses Expresso e SIC, e depois de vários meses de investigação, põem a nu 356 gigabytes de informação sobre os negócios de Isabel dos Santos entre 1980 (!??) e 2018, que ajudam a reconstruir o caminho que levou o clã do ex-presidente angolano a tornar-se o poderoso que foi ao ponto de mostrar Isabel dos Santos como a mulher mais rica de África.

A investigação denuncia  mais de 400 empresas a que Isabel dos Santos esteve ligada nas últimas três décadas, incluindo 155 sociedades portuguesas e 99 angolanas e que vale a pena pôr a nu já que foi um esquema de ocultação montado por Isabel dos Santos sobre os esquemas herdados do paizinho o ditador José Eduardo dos Santos e mais recentemente na vis do pai a partir  d petrolífera estatal angolana Sonangol, que lhe permitiu desviar valores que variando de media para media vão até 115 milhões de dólares para o Dubai e outros paraisos onde nao vale a pena ignorar a Madeira …

Ridiculamente divulgam os media, somente quatro portugueses que estariam  envolvidos diretamente nos esquemas financeiros – Paula Oliveira (administradora não-executiva da NOS e diretora de uma empresa offshore no Dubai), Mário Leite da Silva (CEO da Fidequity, empresa com sede em Lisboa detida por Isabel dos Santos e o seu marido), o advogado Jorge Brito Pereira e Sarju Raikundalia (administrador financeiro da Sonangol) quando é fácil apontar uma boa dúzia que estarão ligados do CDS ao PCP quase diretamente aos negócios do clã e ainda não poucos militares das FFAA lusas das Direitas às Esquerdas .. 

Ana Gomes aponta o dedo ao BdP por fechar os olhos à encenação “eurobic e outros” e na verdade é tempo de se falar num LusoAfroAngo liaison que ajudou a alimentar depois de 13 anos de guerra colonial mais 27 anos de guerra colonial onde mais que os 5 milhões de dólares que perdi,  conta sobretudo os mais de 5 milhões de  mortos, feridos e deslocados que o clã dos Santos impôs, com a cobertura da ONU, da Russia, dos EUA, do Canadá, de Israel, da RDC de Kabila e sem duvida do LusoAfroAngo liaison  em 3 guerras civis brutais!

Mais Velho, a nossa luta valeu, foi justa, foi democrática, e há-de ser reconhecida! 

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