Home Opinião No Livre vale tudo, até se vai votar uma moção que exige a saída de Joacine Katar Moreira do Parlamento

No Livre vale tudo, até se vai votar uma moção que exige a saída de Joacine Katar Moreira do Parlamento

por Joffre Justino

Até começa a parecer que, no Estrategizando, “somos Joacine”, e de certa forma, até o somos pois esta originalidade de surgir uma moção para o Congresso do Livre a defender que Joacine Katar Moreira abandone o Parlamento,nos torna “somos Joacine” pois há que lembrar que no Livre os candidatos foram escolhidos em Primárias, (assistimos até a um dos debates com os candidatos) e esta moção, na verdade, põe em causa esse princípio, quando até se defende que o partido deveria retirar-lhe a confiança política.

“…as causas defendidas pelo LIVRE parecem não conseguir sobrepor-se ao ruído constante provocado pelos faits divers mais estapafúrdios; em que o coletivo parece soçobrar numa desmedida exposição mediática do indivíduo; em que o partido se arrisca a ver a sua própria sobrevivência posta em causa…no caso de a deputada não se dispuser a renunciar às suas funções, o LIVRE não tem outra alternativa a não ser retirar-lhe a confiança política“, diz-nos uma moção “Recuperar o LIVRE, resgatar a política”, subscrita por Manuel Alfredo de Lima Oliveira, Augusto Manuel Oliveira Ramoa Rodrigues, Bruno Machado, Maria de Fátima Nogueira Lopes e João Carlos Gama Martins de Macedo.

São duas página disponível no site do partido, com uma análise muito crítica ao trabalho do partido desde o início da legislatura“É verdade que o LIVRE começou a ser mais conhecido dos portugueses, mas não pelas razões que pretendíamos. O LIVRE ficou conhecido, é hoje conhecido, devido às peripécias, atribulações e polémicas internas em que se viu envolvido de Outubro até hoje, o que conduziu à degradação da imagem pública e da credibilidade do partido”, afirmam os congressistas, onde apesar de se referir o que é o real problema deste partido, na nossa opinião, e citamos,

a falta de articulação entre os órgãos do partido e o gabinete parlamentar, agravada pelas constantes declarações à comunicação social, afectaram, de modo insanável, as relações institucionais entre os órgãos do LIVRE e a deputada eleita. Mas também entre a deputada eleita e a generalidade dos membros, apoiantes, simpatizantes e votantes do LIVRE, que, com estupefação e tristeza, a ouviram afirmar que ganhou as eleições sozinha  

isto é a falta de articulação entre Joacine Katar Moreira e o partido, é realmente a grande falha pois quanto aos propalados atos políticos da deputada única, a verdade é que até nos mesmos se constatam as falhas de trabalho coletivo o que tem responsabilidade biunívoca, só pode e em especial da direção do Livre.

Quanto a ser confrangedora a existência de “Apenas duas iniciativas foram apresentadas pela deputada (Projeto de Lei 126/XIV e Projeto de Resolução 64/XIV), sendo a primeira, o projeto de lei de alteração à lei da Nacionalidade, de particular relevância para o partido, foi apresentada fora do prazo, num prazo que os serviços do parlamento esconderam à deputada a verdade é que ela é confrangedora para os Serviços do mesmo Parlamento na nossa opinião!

Mas enfim caberá ao Livre ser livre e sendo tomar as opções que entender, mas não resistimos a divulgar a totalidade da referida Moção que denuncia isso sim um partido sem grande coerência ideológica interna….

Moção específica ao IX Congresso do LIVRE 

Recuperar o LIVRE, resgatar a política 

Nas eleições legislativas de Outubro de 2019, o LIVRE logrou ver-se representado na Assembleia da República, na sequência de uma campanha em que membros, apoiantes e simpatizantes se envolveram de alma e coração

A eleição de uma deputada encheu todos os LIVREs de entusiasmo e esperança, pois existiam agora as condições para que os valores defendidos pelo partido passassem a ser conhecidos por mais e mais pessoas, ao mesmo tempo que era possível trabalhar com vista à defesa e implementação de medidas que melhorassem a vida de todos.

Todavia, não foi assim que as coisas se passaram. 

É verdade que o LIVRE começou a ser mais conhecido dos portugueses, mas não pelas razões que pretendíamos. 

O LIVRE ficou conhecido, é hoje conhecido, devido às peripécias, atribulações e polémicas internas em que se viu envolvido de Outubro até hoje, o que conduziu à degradação da imagem pública e da credibilidade do partido. 

Por outro lado, a falta de articulação entre os órgãos do partido e o gabinete parlamentar, agravada pelas constantes declarações à comunicação social, afectaram, de modo insanável, as relações institucionais entre os órgãos do LIVRE e a deputada eleita. 

Mas também entre a deputada eleita e a generalidade dos membros, apoiantes, simpatizantes e votantes do LIVRE, que, com estupefação e tristeza, a ouviram afirmar que ganhou as eleições sozinha. 

Por sua vez, do ponto de vista mais estritamente político, a situação é não apenas preocupante como confrangedora: apenas duas iniciativas foram apresentadas pela deputada (Projeto de Lei 126/XIV e Projeto de Resolução 64/XIV), sendo a primeira, o projeto de lei de alteração à lei da Nacionalidade, de particular relevância para o partido, foi apresentada fora do prazo. 

Mesmo tendo em conta que o trabalho parlamentar se estende para além do hemiciclo, é manifestamente pouco… Ainda para mais tendo em conta os problemas ambientais a que Portugal não escapa, a degradação dos serviços públicos que se agravou apesar do governo da ‘Gerigonça’, a chegada da extrema-direita ao parlamento e a perigosa cooptação que esta tem feito de temas como a corrupção, entre outras questões prementes em que é necessário que o LIVRE tenha não apenas uma palavra a dizer, mas em também se assuma como uma voz que deve ser ouvida. 

Ao que foi dito, acresce o facto de as intervenções da deputada no hemiciclo evidenciarem falta de preparação, circunstância que encontra parte da explicação no facto do gabinete parlamentar assumir uma postura dissidente em relação aos órgãos do partido, com destaque para o Grupo de Contacto. 

Hei-nos chegados a um ponto em que as causas defendidas pelo LIVRE parecem não conseguir sobrepor-se ao ruído constante provocado pelos faits divers mais estapafúrdios; em que o coletivo parece soçobrar numa desmedida exposição mediática do indivíduo; em que o partido se arrisca a ver a sua própria sobrevivência posta em causa. 

Assim sendo, no caso de a deputada não se dispuser a renunciar às suas funções, o LIVRE não tem outra alternativa a não ser retirar-lhe a confiança política. 

Signatários Manuel Alfredo de Lima Oliveira Augusto Manuel Oliveira Ramoa Rodrigues Bruno Machado Maria de Fátima Nogueira Lopes João Carlos Gama Martins de Macedo

Que curioso – nem uma linha autocritica face à eleição em Primárias de Joacine!

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