Home Opinião Bolsonaro vai pagar o Mercosul e não se fala da dívida com a ONU

Bolsonaro vai pagar o Mercosul e não se fala da dívida com a ONU

por Silvio Reis

Jair Bolsonaro participou da 55ª Cúpula do Mercosul, no Rio Grande do Sul, e prometeu pagar R$ 12 milhões ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul, Focem.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está na convenção de Mudança Climática, em Madri (COP25), e ainda foi divulgado o pagamento de R$ 1,7 bilhão à ONU. A última anuidade foi acertada no governo Dilma Rousseff. Até setembro deste ano, o Brasil era o segundo país que mais devia à ONU, atrás dos Estados Unidos.

Foi a última participação de dois presidentes no Mercosul: o argentino de extrema-direita, Maurício Macri, e o uruguaio e extrema-esquerda Tabaré Vásquez, que foi representado pela vice-presidente Lucía Topolansky.

Na próxima cúpula, que acontece a cada seis meses, Alberto Fernández, que toma posse em 10 de dezembro, será o único representante da esquerda. O uruguaio Lacalle Pou, que assume o governo em março de 2020, e o paraguaio Abdo Benitez compartilham de ideais bolsonaristas.

Bolsonaro e Fernández terão que ser diplomáticos para manter o bloco unido e mais forte, aos 25 anos. Alguns acordos pendentes precisam entrar em ação. O maior e mais esperado é com a União Europeia, além da Associação Europeia de Livre Comércio, formada pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Divergências entre os dois presidentes causariam prejuízo aos dois países vizinhos. O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina. Por sua vez, Argentina é o terceiro maior parceiro do Brasil e o maior comprador de produtos industrializados.

Imagem destaque: Os presidentes Macri, Bolsonaro e Benitez e a vice Topolansky

Silvio Reis, jornalista brasileiro

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