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Bolsonaro; A verdade é como o azeite…

por Joffre Justino

Já relatámos no Estrategizando as relações da família Bolsonaro às famosas quadrilhas de gangsters, as Milícias que recebem para não roubar.

Agora o que relatamos foi retomado pela Lusa que conta que,  ainda em dezembro de 2018 o órgão de  controlo de transações financeiras no Brasil, o COAF, descobriu que Fabrício Queiroz, um ex-polícia que assessorava Flávio Bolsonaro enquanto deputado estadual do Rio de Janeiro, movimentara quantias incompatíveis com o seu salário.

Os promotores acusam agora nesta quinta-feira, o senador da República e filho mais velho de Jair Bolsonaro de liderança de uma organização criminosa estável, desde 2007, e de lavagem de dinheiro e de peculato, isto é, Flávio filho do PR empregava dezenas de assessores que concordavam em transferir a maior parte dos seus salários para o filho do presidente.

Em paralelo, Flávio investiu 9,4 milhões de reais na compra de 19 salas e apartamentos na Zona Sul e na Barra da Tijuca, regiões nobres no Rio, entre 2010 e 2017, quando ocupava o cargo de deputado havendo indícios de que Flávio lucrou mais de 3 milhões de reais com as negociações.

A suposta fraude teria ocorrido para, diz o ministério público, “simular ganhos de capital fictícios que encobririam o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos” enquanto deputado.

Em Dallas, nos Estados Unidos, enquanto desespera para ser aceite o presidente Jair Bolsonaro disse “querem me atingir, querem atingir o meu governo, venham para cima de mim” e acusou os investigadores de estarem a “esculachar”, isto é, a humilhar o seu filho.

Foto de destaque: LUSA

Joffre Justino

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