Home Nacional Saúde? Não é assunto da Ordem dos Enfermeiros e do PSD

Saúde? Não é assunto da Ordem dos Enfermeiros e do PSD

por Joffre Justino

O ter-se adiado 2 mil cirurgias em consequência de uma greve nao parece preocupar esta militante do PSD, quente espalha aos 4 ventos que “Não é possível reprogramá-las nos próximos anos”.

Na verdade Ana Rita Cavaco em declarações à TSF assumiu que a  greve às cirurgias já ultrapassa as 2000 intervenções adiadas e que as intervenções cirúrgicas adiadas devido à greve dos enfermeiros não vão ser reprogramadas em tempo útil. 

“ Não é possível, se a greve durar até 31 de dezembro ou se se prolongar, reprogramar nos próximos anos estas cirurgias para o Serviço Nacional de Saúde, SNS, em tempo útil”, diz Ana Rita Cavaco aparentemente pouco se preocupando com a saúde das pessoas afetadas !

Trata-se de um não acordo com o Governo sobre a estrutura da carreira, tema de negociação que exigiria outro comportamento profissional mas que já levou a que cerca de 500 cirurgias estejam a ser adiadas diariamente, diz a bastonária da OE, que sublinha que os sindicatos têm “alguma intenção de a prolongar” que à falta de ser dirigente sindical pica os sindicatos ao que é uma grave atentado à Saúde Pública.

Ana Rita Cavaco, militante do partido que quase destruiu o Serviço Nacional de Saude, mas também a economia portuguesa, com as falências e o desemprego que impôs, aponta o dedo à tutela e critica aquilo que diz ser a “inabilidade das Finanças” dizendo que “Infelizmente, vivemos num país que não tem Ministério da Saúde, quem manda é o ministro das Finanças e, evidentemente, o primeiro-ministro. Nós estamos fartos de apelar a que se resolva este impasse porque, com certeza, [há] um meio caminho para se conseguir fazer uma negociação”, sem explicar de que impasse fala que justifique este desastre na saúde pública e no ambiente nos hospitais e centros de  saúde com “salas operatórias encerradas por falta de enfermeiros nestes hospitais”, e Ana Rita Cavaco cinicamente  deixa uma “palavra de solidariedade” a todos os utentes do SNS que viram as cirurgias adiadas. 

Se esta classe profissional conta com a solidariedade dos utentes doentes fragilizados então não conhece o país onde labora !

Joffre Justino

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