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Macau na Moda!

por Joffre Justino

Para além da moda que já é (quem cá vem vê tal ) vir a Macau vivenciar os casinos e as suas atividades de degustação recreação e culturais e não se trata somente de gentes do que aqui se chama o Mainland o Interior a pátria principal mas de outras partes desta Ásia que mal conhecemos, o Governo de Macau inaugurou hoje o primeiro Espaço Nacional de Trabalho Colaborativo, para apoiar ‘startups’ de Macau e Hong Kong a reforçar as relações económicas com a China e para apostar nos países lusófonos.

Estamos na verdade a viver um tempo novo pois a inclusão na lista de espaços nacionais de trabalho colaborativo nas regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong é uma medida “sem precedente” do Governo chinês, e tal foi relevado durante uma cerimónia presidida pelo chefe do Governo de Macau, Chui Sai On, e onde esteve também o vice-ministro do Ministério da Ciência e Tecnologia da China, Zhang Jianguo.

Esta novidade acompanha e bem a “importância e o apoio dados pelo Estado à inovação e ao empreendedorismo de Macau”, sobretudo tendo em conta que “a proximidade ao interior da China e os laços com o mundo lusófono constituem as mais-valias singulares” desta Região como disse o presidente da Parafuturo Macau, Tam Pak-yuen, a entidade que gere o Centro de Incubação de Negócios para os Jovens de Macau, onde funciona o novo espaço.

Estes espaços nacionais de trabalho colaborativo permitem o estabelecimento de redes de contactos, incentivam o intercâmbio e a partilha de recursos, fornecendo aos empreendedores uma nova plataforma de serviços económicos, com base em mecanismos de mercado, serviços profissionalizados e abordagens de capitalização.

Como disse o você-ministros da Ciência e da Tecnologia Chinês “Uma nova era proporciona novas oportunidades (…), mas também implica novas missões”, defendeu o vice-ministro do Ministério da Ciência realçando que entre 2015 e 2017 nasceram 5.700 espaços criativos na China, responsáveis por mais de um milhão de empregos, dos quais 1.976 com o estatuto de espaços nacionais de trabalho colaborativo dando mostra de como se mantém dinâmica a economia chinesa e como se quer inovadora aliás como vimos suceder tanto em Shanghai como em Macau.

“O futuro de Macau depende do esforço conjunto do interior da China, do Governo da RAEM, Região Administrativa Especial de Macau, e de todos os setores sociais”, pelo que é importante que “Macau possa aproveitar as oportunidades e participar por iniciativa própria no desenvolvimento nacional”, acrescentou Zhang Jianguo.

Confessamos que encontramos do muitíssimo pouco que vimos releve-se pois mais há certamente uma RPChina que se mostra ao mundo com uma excecional pujança mesmo que sofrendo com estes ataques trumpistas à Livre Circulação de Capitais e à Livre Circulação de Bens e Serviços filosofia onde a China apostou a fundo para se embrenhar num mundo de onde esteve afastada durante milénios

Nesse tempo de afastamento a China tinha portas limitadamente abertas em HongKong em Macau e de certa e especial forma também em Taiwan ( uma das bases do crescimento económico mesmo que lento desta Região específica da RP da China usada durante anos como uma espécie de Miami para Cuba desta feita para a maoista RP da China ( porque negócio é negócio como sabem os americanos especialistas em transpor limitações)

Por curiosidade se Macau é um imenso ( mas também do tipo familiar) casino e HongKong uma imensa praça bolsista Shanghai aparenta ser um quase universo de negócios de alta escala pela sua presença magnificente e Taiwan o exemplo vivo do negócio de pequeno e pacato mercado ( mas também ao que parece um mercado de armamento e de electrónica) dando uma evidência de enorme diversidade mesmo na componente capitalista da China Um País Dois Regimes e uma aposta quase segura para o futuro ( a não ser que Trump enlouqueça de vez !)

Uma posição reforçada pelo diretor dos Serviços de Economia do Governo de Macau, Tai Kin Ip, que lembrou a aposta do executivo em apoiar “jovens empreendedores de Macau a desenvolverem negócios em várias cidades dentro da Grande Baía”.

O projeto da Grande Baía visa criar uma metrópole mundial a partir dos territórios administrativos especiais de Hong Kong, Macau e nove localidades da província chinesa de Guangdong (Cantão, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing), onde vivem mais de 110 milhões de habitantes.

No final da cerimónia, o chefe do Governo de Macau dialogou com alguns empresários das ‘startups’ que falaram sobre os benefícios do apoio da incubadora de negócios, mas também de algumas dificuldades no acesso a financiamento, bem como da necessidade de garantirem instalações personalizadas ou que respondam às exigências decorrentes da expansão da sua atividade.

Já o presidente do Conselho de Administração do Centro de Incubação de Negócios para Jovens de Macau, Chui Sai Peng, fez um balanço do primeiro ano de atividade daquela entidade que abriu em outubro de 2017, revelando que “entre os projetos que já entraram no centro, os setores mais populares são a ciência e a tecnologia (47%), os serviços comerciais (18%) e a cultura (13%).

Joffre Justino

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