Home Cidadania Haver mais intervenção do Estado na florestação defendeu e bem Catarina Martins

Haver mais intervenção do Estado na florestação defendeu e bem Catarina Martins

por Joffre Justino

Catarina Martins coordenadora do Bloco de Esquerda, BE defendeu esta terça-feira que o Orçamento do Estado para 2019 “deve ter capacidade para responder” a projetos de reflorestação, para viabilizar a ordenaçao das áreas ardidas ao nível económico e ambiental.

“Deve haver uma correspondência orçamental para a enorme importância que são os programas de reflorestação, que permitam limpar agora terrenos e proteger as linhas de água e, por outro lado, reflorestar, e que seja dos pontos de vista económico e ambiental, a melhor escolha para as populações”, defendeu Catarina Martins durante a visita que efetuou à freguesia de Alferce, no concelho de Monchique, no distrito de Faro.

A líder bloquista reuniu com o presidente da Câmara de Monchique e visitou algumas zonas afetadas pelo fogo, daquele concelho da serra algarvia tendo defendido que o incêndio, embora tivesse tido menos área ardida do que o registado em 2003, “causou um enorme impacto económico junto das populações, existindo para o BE duas preocupações muito grandes …

Além da importância da reconstrução das habitações permanentes, é importante ajudar os setores da agricultura de subsistência e familiar a ter os apoios, porque muitas vezes a burocracia é incompreensível para as pessoas que perdem tudo e que já são mais vulneráveis”.

Para a líder do BE “as exigências que são feitas para os apoios, são exigências a que estas pessoas não conseguem responder, sendo necessárias regras claras e apoio no terreno para as pessoas saberem pedir apoio” o que na verdade deveria ser dever organizacional do município podendo por exemplo contratar consultores para o efeito

“Para nós é fundamental este apoio às pessoas que não sabem sequer recorrer aos apoios que existem. Daí ser muito importante que junto das juntas de freguesias e do poder local se criem formas de apoiar estas pessoas. A burocracia não pode impedir esta gente de ter os apoios a que têm direito”, mas temos o dever de acrescentar que o laissez faire também está por detrás destes fogos !

Mas na verdade assunto a ser visto e que “tem de ser tratada já e que é a reflorestação … Se nada for feito neste território, vamos ter problemas graves que sejam dos solos, das linhas de água, dos eucaliptos a crescerem um pouco por todo o lado e, isso é um problema grave e tem de ser tratado agora”, lembrou Catarina Martins

Realmente sabe-se de alguns apoios para a reconstrução das habitações e para a agricultura, mas nada se sabe para a reflorestação: “É importante a prazo, para que este território seja vivo e mais resistente a estas tragédias tão grandes, e importante do ponto de vista económico … São necessários programas de reflorestação e isso precisa de investimento público. Achamos que o OE2019 deve ter capacidade de responder por esses projetos de reflorestação”, referiu Catarina Martins, garantindo que o BE irá negociar com o Governo medidas orçamentais de apoio.

“Aquilo que achamos importante está sempre em cima da mesa e estamos a negociar, é isso que faremos”, concluiu a líder bloquista.

 

Joffre Justino

 

Foto de destaque: esquerda.net

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FERNANDO JUSTINO 30 Agosto, 2018 - 12:16

Relativamente ao artigo sobre as emissões de CO2 (O ESCÂNDALO DAS EMISSÕES DE CO2):

– Não se deve escrever sobre essas emissões sem dizer quanto são, se têm aumentado ou diminuído ao longo dos anos.
Já não digo país por país mas, pelo menos, nas grandes regiões do mundo: América do Norte, América Central e do Sul,
África, Europa, Comunidade de Estados Independentes, Médio Oriente e Ásia/Pacífico. Eu estou, neste momento, a ver
o total mundial de 2017, que é o último ano de que há dados disponíveis: 33444 milhões de toneladas. E estou a ver o
total mundial de 2016: 33017.6 milhões de toneladas. O aumento de 2016 para 2017 é de 1.29%, isto é, as emissões de
dióxido de carbono continuam a aumentar, aumentando assim o efeito de estufa e o aquecimento global. Os icebergs
da Gronelândia e da Antártida continuam a derreter, o que aumenta perigosamente o nível do mar, podendo mesmo
submergir as zonas costeiras (como é o caso de Lisboa – a baixa Pombalina por exemplo) e provocar movimentos
populacionais para o interior de muitos países onde hajam zonas do interior com altitudes mais elevadas (como é o caso
de Portugal). Os maiores e mais populosos países do mundo, como é o caso da República Popular da China, Índia,
Indonésia, EUA e Brasil vêm as suas emissões de CO2 aumentarem de ano para ano, porque continuam a produzir
eletricidade a partir do carvão e porque continuam a apostar no automóvel como meio de transporte e não no autocarro,
nos veículos elétricos (os comboios elétricos e o metropolitano são dois exemplos), sendo que a gasolina e o gasóleo,
embora produzam menos CO2 na sua queima que o carvão, produzem bastante CO2. O transporte aéreo (jet fuel) e
o transporte marítimo (marine diesel) também produzem bastantes emissões de CO2. Não há hidrocarboneto
que não contenha carbono e os combustíveis derivados do petróleo são constituídos fundamentalmente por hidrocarbonetos.

O gás natural, considerado nos anos 1980 e 1990 como um “combustível limpo”, também produz emissões de CO2, porque
também é constituído por hidrocarbonetos gasosos que, embora leves, produzem CO2 na sua queima (essencialmente
metano, CH4).
Tenho uma folha de cálculo, que é uma Tabela da BP Statistical Review of World Energy de Junho de 2018 (a última) que
traz esses dados todos, de 1965 a 2017.

E mais não digo

Tentem encontrá-la

Fernando Justino

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