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Qual Museu … das Descobertas (2)

por Joffre Justino

É quando oiço uma voz assim que me orgulho de ser de expressão portuguesa meus caros ! Esta mistura de sangues de culturas de vivências de ilhas e continentes que fez surgir Camões ou Fernando Pessoa caucasianos Agostinho Neto e Jonas Savimbi afro Negros Mia Couto caucasiano Antônio Francisco Lisboa,o Aleijadinho, mestiço, e por aí fora deixa-me orgulhoso por fazer parte deste caldo específico de Culturas mestiço que sou de judeu e viking nascido em Moçambique e tendo a Alma em Angola feita.

Como foi possível caras e caros negacionistas da História, que um reino com um milhão de pessoas (tirem 500 mil porque são Mulheres e o machismo dominante impedia-as de partir com os homens, tirem mais 250 mil crianças e idosos) com 250 mil ativos, espalharem-se por esse planeta fora? Simples, houve um conjunto de instrumentos e tecnologia que levou via o mar, esses 250 mil lentamente, muito lentamente, arriscando mais que tempestades e guerras, a fome, a sede, as doenças a espalharem-se pelo planeta, encontrando-se com Culturas, as mais Diversas e descobrindo não Culturas e Comunidades mas sim Caminhos para, pelo que o termo Descobertas é realmente limitativo !

Não se saúda quase certamente nesse Museu a construir a Descoberta de Caminhos mas este misturar de sangues por via de afetos ( e abusos) mas que pôs o rei do Congo a contar com as armas lusas para não ver o seu reino totalmente destruído pelas invasões essas Negras, as Jagas, enquanto que nas ilhas de rios brancos lusos e negros afros se misturaram em sangues e resistências até à chegada das armas lusas.

Do horror da escravatura que foi árabe, que foi Negra, que foi Lusa, que foi anglófona, francófona, etc… nasceram Vivências, Culturas e ADN’s que geraram esta Voz, este estar orgulhoso de si, porque o colonialismo foi pouco de ocupação, porque pragmaticamente eram poucos os lusos para colonizações e de nadar ficaria não fosse a mestiçagem que se sente na Mãe Negra de Agostinho Neto, no culto falar de Jonas Savimbi e na capacidade organizativa de Viriato da Cruz de Amílcar Cabral ou de Samora Machel.

Venha então o Museu, mas um Museu que nos honre com orgulho no bom e no mau do padre António Vieira aos escravocratas de São Tomé ou aos resistentes Timorenses, pais, irmãos companheiros de Carú que nos canta aqui !

https://www.facebook.com/peixebarrigudoarte/videos/1781087312188632/

Joffre Justino

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