Home Covid-19 Sentimentos de Solidão e forte precariedade nos lares de idosos.

Sentimentos de Solidão e forte precariedade nos lares de idosos.

por Joffre Justino

O PCP pede mais meios e trabalhadores nas instituições de terceira idade. Esta quinta-feira debate-se “os problemas nos lares de idosos” no Parlamento.

O PCP exige ao Governo medidas “urgentes” para os lares de idosos, considerando que as estruturas estão numa “situação de maior fragilidade”. 

Os comunistas marcaram para esta quinta-feira um debate de atualidade, na Assembleia da República, sobre “os problemas nos lares de idosos”.

Numa entrevista à TSF, a deputada Diana Ferreira recorda a solução nos lares não sao os trabalhadores precário, “Contratar um trabalhador para trabalhar 15 dias ou um mês num lar, e saber que depois voltará para o desemprego, não é a solução para a instituição”, sustenta.

“A carência de trabalhadores nos lares de idosos não é de hoje. Sente-se de forma mais aprofundada por força das exigências do momento, mas a carência de trabalhadores e equipamentos é algo que se arrasta há bastante tempo. Entendemos que o reforço tem de ser feito e as necessidades permanentes têm de corresponder a um vínculo efetivo”, explica a deputada à TSF.

O PCP defende a existência de mais meios humanos e trabalhadores nas instituições de terceira idade, proteção individual eficaz para utentes e trabalhadores e melhores condições para isolamentos em caso de contágio.

“São necessários animadores socioculturais, fisioterapeutas e enfermeiras. Um alargado conjunto de profissionais que consiga acompanhar os idosos nos lares, e neste momento assumem especial relevância no confinamento dos idosos. É de uma enorme relevância para os idosos e para as suas famílias, que estão impedidas de contactar com quem sentem falta”, aponta.

A deputada comunista recorda que as famílias estão há quase um ano sem ir aos lares, e mesmo com as tecnologias, “que podem aproximar muita gente, não são, de todo, a mesma coisa”.

“Estão presos sem estar”, acentua a deputada  Diana Ferreira que é psicóloga. “É muito doloroso para os idosos e para as suas famílias, que não podem transmitir afetos”, diz.

Por isso para o PCP devem existir respostas estruturais para os problemas nos lares, como melhor capacidade de resposta e reforço do apoio domiciliário.

“A resposta que existe fica muito aquém do que é necessário. As listas de espera para aceder a vagas nos lares arrastam-se há vários anos. O reforço desta resposta passa pela criação de uma rede pública de lares, com a segurança social a assumir responsabilidades institucionais.”

0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.