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A ONU e a Avaliação Global de Recursos Florestais

por Joffre Justino

O Brasil lidera mas perde mas menos area que em décadas anteriores diz-nos a referida Avaliação Global de Recursos Florestais publicada recentemente e nela Angola e Moçambique, vêm subir os seus números com as áreas protegidas a aumentar em todo o mundo.

Os 3 países estão entre os 10 países com maior perda anual líquida de floresta (diferença entre floresta criada e destruída) entre 2010 e 2020, informou esta terça-feira a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

A FAO publicou pois o seu relatório anual Avaliação Global de Recursos Florestais e nela os restantes países da lista são a República Democrática do Congo, a Indonésia, a República Unida da Tanzânia, o Paraguai, o Mianmar, o Camboja e a Bolívia.

O Brasil lidera a lista, com 1,5 milhão de hectares perdidos em cada ano na última década mas como se disse o país reduziu o volume da área perdida. Entre 1990 e 2000, estava a perder 3,78 milhões em cada ano e na década seguinte cerca de 3,95 milhões.

Angola está em quarto lugar, perdendo 555 mil hectares em média em cada ano, o mesmo valor que perdia na década anterior, mas com um aumento em relação à década de 1990-2000, quando eram destruídos 155 mil hectares todos os anos.

Moçambique está no último lugar da lista, com 223 mil hectares anuais, o que representa uma ligeira subida. Na década de 90, o país africano estava a perder 219 mil hectares e nos 10 anos seguintes perdia em média 222 mil. 

Segundo a FAO, esta é a avaliação mais abrangente sobre o tema que a ONU já realizou e os utilizadores podem consultar mais de 60 indicadores em todos os países e regiões.

No lançamento da pesquisa, a diretora-geral adjunta da FAO, Maria Helena Semedo, disse que “esta riqueza de informações é um bem público valioso para a comunidade global, que pode facilitar a criação de políticas, a tomada de decisões e investimentos mais sólidos.”

Maria Helena Semedo, acha que estas ferramentas “permitirão responder melhor ao desmatamento e degradação florestal, impedir a perda de biodiversidade e melhorar o manejo florestal sustentável.”

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São milhões as pessoas em todo o mundo que dependem das florestas para a sua segurança alimentar e obtenção de meios de subsistência. Estes habitats também são essenciais para a conservação dos recursos naturais, porque abrigam a maior parte da biodiversidade terrestre do planeta. 

Os dados da ONU, mostram que as florestas contêm 60 mil espécies de árvores, 80% de todas as espécies de anfíbios, 75% das espécies de aves e 68% dos mamíferos.

O mundo possui uma área total de floresta de 4,06 bilhões de hectares, cerca de 31% da área total do planeta e a Europa, contando naturalmente com  a Rússia, acolhe 25% dessa área, seguida pela América do Sul, 21%, América do Norte e Central, 19%, África, 16%, Ásia, 15%, e Oceania, 5%.

A área florestal continua a diminuir, com menos 178 milhões de hectares desde 1990 mas apesar dessa queda, a taxa de perda líquida diminuiu substancialmente nos últimos 30 anos, devido a uma redução no desmatamento em alguns países e aumentos em outras nações.

Perderam-se desde 1990, cerca de 420 milhões de hectares devido à conversão para outros usos, como a agricultura e no que se refere aos continentes, África tem a maior taxa anual de perda líquida na última década, com 3,9 milhões de hectares, seguida pela América do Sul, com 2,6 milhões. 

O maior ganho líquido aconteceu na Ásia com desde 1990, cerca de 420 milhões de hectares de floresta foram perdidos devido ao desmatamento e conversão para outros usos, como a agricultura mas esta taxa diminuiu substancialmente nos últimos cinco anos, quando foi estimada em 10 milhões de hectares, abaixo dos 12 milhões de hectares registrados 2010-2015 e 16 milhões em 1990-2000.

A área de floresta em áreas protegidas também aumentou 191 milhões de hectares desde 1990, chegando a 726 milhões e estas áreas protegidas por planos de gestão ambiental estão a aumentar em todas as regiões, passando de 233 milhões de hectares em 2000 para mais de dois bilhões de hectares esse ano.

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