Home Opinião PCP contra o referendo e contra a eutanásia? E as igrejas idem?

PCP contra o referendo e contra a eutanásia? E as igrejas idem?

por Joffre Justino


“E os mártires cristãos praticaram

o quê? Suicidio? Eutanásia?”

( um cristão que questiona!)

Ainda não vi ninguém questionar os anti eutanásia sobre se sao também pró uso e abuso de todo o tipo de droga pois tirando o PCP que apoia a liberalização das “drogas leves” que saibamos as igrejas nem tal comungam com o PCP

No entanto o manter a imensa maioria dos que anseiam pela eutanásia significa o aceitar o uso e abuso de todo o tipo de drogas anti dor pelo que ninguém entende estas eclesiásticas contradições!

Ser a favor da eutanásia não é impor a eutanásia como se viu com a regulamentação da IVG ( que até tende a diminuir …desde que regulamentada) nem é defender o suicídio assistido medicamente ( o que aliás não teria a nossa oposição …) é tão somente pôr um ponto final num processo de saúde que se satisfaz os oligopólios das farmacêuticas alimenta somente ilusões de vida e dor física e ou psicológica cabendo ao próprio e a mais ninguém decidir até onde suporta a situação e a dor! 

Pensamos que o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ao dizer hoje “não” por duas vezes, contra o referendo e contra a eutanásia, ou morte assistida medicamente, não entendeu que a eutanásia não mata permite sim ao doente e familiares o direito a deixar de fingir que vive pelo que um apelo: “não matem” nada diz!

“Não matem. Procurem que esse princípio do prolongamento da vida humana se concretize também na nossa pátria”, afirmou Jerónimo de Sousa em declarações aos jornalistas, à margem de um encontro com a organização AMAlentejo, de defesa do desenvolvimento e da regionalização esquecendo o que está por detrás do não matar – a impunidade do viver à custa do impôr uma vida que não é vida é ser rato de laboratório!

Para Jerónimo de Sousa, o debate em torno deste tema “grande sensibilidade e complexidade” não é entre “o preto ou branco” nem deve basear-se em divisões entre crentes e não crentes ou “conceitos jurídicos e constitucionais … Estamos a falar do direito a uma vida digna e de ser acompanhada, em que o Estado tem responsabilidades. Não [pode] descartar-se, é o Estado assumir as responsabilidades para, através de mecanismos que existem e serviços públicos, garantir que as pessoas não tenham o sofrimento que conduza a essa decisão de acabar com a vida”, quando o que está em causa é a Liberdade de deixar ou não de ser “rato de laboratório” de oligopólios farmacêuticos porque há viver e há fingir que se vive!

Façam a seguinte experiência – imaginem-se num corpo onde a dor só se suporta com ópio ou equivalente fármaco! E que essa dependência nem a/o tira da cama, nem lhe dá liberdade mental nem emocional ! Quanto tempo quererá esse fingir que está vivo que se limita a respirar e a alimentar-se sendo de tudo e em tudo um dependente? 

Importam-se de responder? 

Eu tive um pai nesse estado e vi e ouvi uma avó catolica e milagrada de Fátima a dizer “filha deixa o teu marido morrer” !

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