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Guerras intra islâmicos

por Joffre Justino

As guerras à volta do Iémen levam o grupo houthi do Iêmen, da linha religiosa Iraniana a atacar duas instalações no centro da indústria petrolífera da Arábia Saudita, incluindo a maior instalação de processamento de petróleo do mundo, um ataque que, segundo três fontes, pôs em causa  importações e exportações.

Tal aconteceu antes do amanhecer nas instalações da Saudi Aramco levando a vários incêndios, embora o os sauditas os maiores  exportadores de petróleo do mundo, tenham dito que tudo estava sob controle mas tres fontes próximas à empresa  afirmaram que a produção de petróleo e as exportações serão afetadas com a produção de 5 milhões de barris por dia a ser posta em causa  – perto da metade da produção do reino.

A televisão estatal disse que as exportações continuam, mas  a Aramco  ainda não se pronunciou desde o ataque, que os houthis afirmam ter envolvido 10 drones.

A Arábia Saudita, que liderou uma coligação militar sunita que interveio no Iémen  em 2015 contra os houthis, culpou o Irão por ataques anteriores, algo que Teerã nega sendo que Riad acusa Teerão de armar os houthis, acusação negada pelo grupo e pelo governo iraniano.

A TV estatal Ekhbariya, citando seu correspondente, afirmou que não houve vítimas nos ataques deste sábado. Uma testemunha da Reuters próxima ao local afirmou que pelo menos 15 ambulâncias foram vistas na região e que há forte presença de forças de segurança ao redor de Abqaiq.

REUNIÃO DE CRISE

Abqaiq fica 60 quilômetros ao sudoeste do quartel-general da Aramo, em Dhahran. A instalação lida com óleo bruto do maior campo convencional de petróleo do mundo, o supergigante Ghawar, e com exportações aos terminais Ras Tanura – maior instalação de carregamento de petróleo offshore do mundo – e Juaymah. Também bombeia para o oeste, atravessando o reino, aos terminais de exportação do Mar Vermelho.

Duas fontes afirmaram que Ghawar queimava gases depois que os ataques atingiram instalações de processamento de gás. Khurais, 190 quilômetros mais para o sudoeste, tem o segundo maior campo petrolífero do país.

As três fontes disseram que a Aramo havia elevado níveis de emergência e realizava uma reunião de crise após o ataque.

Foi o último de uma série de mísseis e ataques de drones dos houthis a cidades sauditas, a maioria dos quais interceptados. Mas recentemente os ataques conseguiram atingiram seus objetivos, incluindo o campo petrolífero de Shaybah, no mês passado, e estações de bombeamento de óleo, em maio. Os dois ataques causaram incêndios, mas não interromperam a produção.

“É uma situação relativamente nova para os sauditas. Por muito tempo, eles nunca tiveram medo real de que suas instalações de óleo fossem atingidas pelo ar”, afirmou o diretor fundador do Centro de Política Global, Kamran Bokhari, baseado em Washington, à Reuters.

CHAMAS E FUMAÇA

Horas depois do ataque em Abqaiq, a testemunha da Reuters disse que fogo e fumaça ainda eram visíveis, mas que começavam a desaparecer. Imagens filmadas pela Reuters mostravam chamas vivas e grossas fumaças subindo em direção ao céu. Um veículo de emergência foi visto correndo em direção ao local.

O Ministério do Interior da Arábia Saudita disse que equipes de segurança industrial da Aramco trabalharam para conter o fogo desde às 4:00, horário local, conseguindo controlá-lo. A origem dos drones não foi identificada, mas disse que havia uma investigação em andamento.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou ataques aéreos à província de Saada, no norte do Iêmen, um bastião houthi, neste sábado, disse uma testemunha da Reuters. A Masirah TV, controlada pelos houthis, disse que aviões de guerra queriam atingir um campo militar.

O porta-voz militar dos houthis, sem apresentar evidências, afirmou que os drones atingiram refinarias nos dois locais sauditas, que estão a mais de 1.000 quilômetros da capital do Iêmen, Sannã, e prometeu ampliar os ataques contra a Arábia Saudita.

As tensões na região cresceram nos últimos meses, depois que os Estados Unidos saíram de um acordo nuclear internacional e estendeu suas sanções econômicas ao Irã.

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