Portugal lidera o consumo de álcool puro na OCDE, com uma média de 11,9 litros por pessoa (com 15 ou mais anos) por ano. Este valor supera largamente a média dos países desenvolvidos e coloca o território nacional no topo dos registos europeus e mundiais de ingestão per capita de álcool declarado.

72% dos jovens consumiram álcool no último ano e 45% praticam o chamado consumo em fossa ou binge drinking (consumo excessivo num curto espaço de tempo).

Cerca de 33,4% dos Homens consomem bebidas alcoólicas diariamente ou com alta frequência, liderando os indicadores nacionais.

Cerca de 9,7% das Mulheres apresentam consumo diário, evidenciando uma das maiores diferenças entre sexos na Europa.

O grupo entre os 45 e os 54 anos regista a maior concentração de consumidores regulares.

Tambem a taxa de desemprego releva esta desigualdade com as mulheres a estarem desempregadas em valores mais elevados (cerca de 6,4%) do que a dos homens (cerca de 4,9% a 5,5%).

Dadas estas realidades as forças de segurança (PSP e GNR) registaram mais de 14 mil casos de violência doméstica no primeiro semestre do ano, o que representa uma média de cerca de 80 vítimas por dia com mais de 14 mil denúncias reportadas à PSP e GNR.

Pelo menos nove pessoas morreram no primeiro semestre devido a este crime.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) alertou para um aumento de casos de violência de filhos contra pais, que passaram de 831 em 2021 para 1.600 casos num período recente

O número de detenções e casos de violência doméstica não para de aumentar.

Só nos primeiros seis meses do ano, foram detidas quase 1.500 pessoas e pelo menos nove morreram vítimas deste crime. Os especialistas temem que o número de casos continue a aumentar, sobretudo agora com a chegada das férias e o aumento do convívio familiar.

São mais 125 detenções em apenas seis meses, sendo que a PSP foi responsável por 690 e a 765.

O período de férias, com mais tempo de convivência entre vítimas e agressores, é apontado como um fator de risco