"A adjudicação destes contratos representa mais um passo importante para o avanço do projeto Rovuma LNG e reflete o forte compromisso dos parceiros da Área 4 com o desenvolvimento responsável dos recursos de gás natural de classe mundial de Moçambique", afirmou a diretora-geral e presidente do conselho de administração da ExxonMobil em Moçambique, Johanna Boothey, no comunicado.
"Ao garantir equipamentos críticos de longo prazo, estamos a posicionar o projeto para uma execução eficiente e a apoiar o potencial económico de longo prazo deste investimento estratégico para Moçambique", acrescentou.
O maior contrato foi adjudicado à OneSubsea UK Limited e à OneSubsea AS, com trabalhos a serem realizados em Moçambique com o apoio da Aker Solutions Mozambique, Limitada.
Os mesmos envolvem serviços de engenharia, aquisição, fabrico e produção relacionados com sistemas de produção submarina, sistemas de controlo e umbilicais.
O anúncio surge menos de duas semanas depois de a ExxonMobil ter revelado a seleção do consórcio SMDC, formado pela Saipem, McDermott Energy Solutions, Daewoo Engineering & Construction e China Petroleum Engineering & Construction Corporation, para os serviços de engenharia, aquisições e construção (EPC) da primeira fase do desenvolvimento em terra do projeto.
O projeto Rovuma LNG é liderado pela ExxonMobil, enquanto operadora delegada da Área 4, em parceria com a ENH, CNPC, ENI, KOGAS e XRG.
À Lusa em julho, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, disse esperar que a FID seja tomada até setembro, classificando o Rovuma LNG como "o maior projeto de investimento privado do continente africano", avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros).
O desenvolvimento em terra prevê a construção de 12
módulos de liquefação, com capacidade total de produção de 18,6 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano, estando o arranque operacional projetado para 2031.
A ExxonMobil levantou em novembro a declaração de força maior que mantinha suspenso o desenvolvimento do projeto desde os ataques insurgentes de 2021 em Cabo Delgado.
Moçambique tem aprovados três grandes projetos de exploração das reservas de gás da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo.
Se a Rovuma LNG, com capacidade projetada de 18,6 milhões de toneladas por ano, a TotalEnergies prevê iniciar exportações de GNL da Área 1 em 2029, com capacidade de 13 milhões de toneladas anuais enquantobque a italiana Eni produz desde 2022 através da plataforma flutuante Coral Sul e prevê duplicar a produção a partir de 2028 com a unidade Coral Norte, estando em estudo uma terceira unidade.
O projeto Rovuma LNG poderá gerar cerca de 150 mil milhões de dólares (131 mil milhões de euros) em receitas para o Estado moçambicano ao longo de 30 anos de operação.
Um estudo do Standard Bank estima ainda um impacto anual de cerca de 11 mil milhões de dólares (9,6 mil milhões de euros) no Produto Interno Bruto moçambicano e a criação de mais de 150 mil empregos.