Diz   uma moção judicial urgente apresentada pelos seus advogados e submetida esta sexta-feira, 02.10,  ao Tribunal de Chancelaria do Condado de Davidson, nos Estados Unidos da América, que Pike, de 50 anos, entrou naquele centro hospitalar em estado crítico, com ambos os braços inchados, queimados e com bolhas.

O pessoal médico trabalha para salvar a sua vida e eliminar do seu organismo o pentobarbital, um fármaco altamente alcalino e cáustico que atua como uma queimadura química ao infiltrar-se nos tecidos.

Segundo o documento, a equipa penitenciária usou pelo menos sete agulhas para tentar canalizar uma via periférica, chegando a dobrar-se uma delas num ângulo de 90 graus ao retirá-la.

Por entre as incríveis dores a própria Pike tentou indicar aos funcionários onde colocar as agulhas, a soluçar e ofegar, e chegou a exclamar textualmente: "Sinto que o braço vai rebentar", e a perguntar: "Isto é assim?".

Esta cidadã de 50 anos, tinha passado quase três décadas no corredor da morte no estado norte-americano do Tennessee após ser condenada, em 1996, pelo assassinato da sua colega de estudos Colleen Slemmer, e seria a primeira mulher executada naquele estado em mais de 200 anos.

Perante o incidente, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as restantes execuções previstas para este ano e ordenou uma investigação independente do ocorrido com o apoio da Procuradoria-Geral, enquanto a defesa de Pike solicita a preservação imediata de todas as provas e a comutação da sua pena.

Segundo meios locais, o caso de Pike é a segunda tentativa de execução falhada no Tennessee este ano.

Até quinta-feira ainda não era conhecido o estado em que se encontrava Christa Pique depois das tentativas falhadas de execução na quarta-feira passada.