E temos em pleno curso a campanha conduzida pelo Estado sionista israelita para negar a verdade de que fomos/somos espetadores, mascarando a realidade com mentiras, procurando criminalizar ou perseguir quem se levanta em solidariedade com o povo palestino na União Europeia – muitos artistas tem sofrido com esta vindicta que os procura calar.
Parte desta campanha de tentativa de negar o genocídio, de normalizar a vida infernal imposta criminosamente aos palestinos, passa pela promoção de eventos culturais e de “divertimento”, com a participação de artistas sionistas / negacionistas. Várias organizações têm apelado sistematicamente ao boicote desses eventos.
Recentemente Jerry Seinfeld, um sionista / negacionista anunciou que pretende vir ao nosso país efetuar uma atuação, patrocinada pela MEO e para a qual foram convidados diversos outros artistas. Jerry Seinfeld tem em várias ocasiões, quando confrontado com as provas do genocídio, rido e gozado abertamente com os palestinos e com o assassinato de crianças palestinas. Jerry Seinfeld chega ao ponto de dizer que a Palestina, um Estado reconhecido por Portugal, não existe. A sua atitude tem levado a um repúdio por parte de antigos fãs e a um boicote internacional. Agora quer vir a Portugal, esperando encontrar aqui o clima propício às suas aberrantes declarações. Em vão.
Ao perceberem as intensões negacionistas do genocídio de Seinfeld muitos dos artistas, numa atitude de grande dignidade, verticalidade e com forte repercussão internacional, recusaram-se a participar no evento.
Alguns dizem ser necessário distinguir entre o obra e o artista, ie a obra pode ser boa e o artista um criminoso. Não subscrevo tal ideia, mas mesmo que assim fosse a atual obra de Seinfeld é ela própria uma simples peça de propaganda de um crime pelo que não pode merecer o qualificativo de Arte. A liberdade de expressão não deve ser, nem legalmente o é, estendida à propaganda e à defesa de crimes concretos, nem a liberdade do humorista incluir o gozo com o sofrimento e a matança de crianças.
O espetáculo de Seinfeld devia ser banido e a MEO, como empresa que se quer apolítica e isenta, afastar-se da imagem de tal comediante. Banido como o são, e bem, os espetáculos que neguem o Holocausto ou o genocídio arménio.
Tendo nos anos 90 do século passado seguido com agrado as séries que o celebrizaram vejo que Seinfeld se transformou num ser humano insensível à dor alheia e que abertamente proclama valores que contradizem o Direito Internacional e a mais simples compaixão pelos que sofrem na Palestina. É pena. Já não é o mesmo. Toda a simpatia que então lhe dediquei evaporou-se.