Lamine Medina, o cozinheiro oficial dos “Tubarões Azuis”, recebeu o convite da FAO dois meses depois da Copa do Mundo.
Segundo a FAO Cabo Verde, o evento, denominado “Sabores dos PEID: Honrar a herança. Inspirar resiliência”, incluiu demonstrações culinárias ao vivo com os chefs Lamine Medina (Cabo Verde), Ron Duprat (Haiti) e Fiaailetoa Charlotte Chan Mow-Brunt (Samoa).
“Através de receitas seleccionadas da obra, partilharam histórias por detrás dos seus pratos e apresentaram alimentos e tradições culinárias singulares”.
Este evento contou com a presença do director-geral da FAO, do ministro dos Transportes e do Mar, João do Carmo, da comitiva cabo-verdiana e de vários convidados, que puderam degustar a deliciosa cachupa preparada pelo chef Lamine Medina.
O livro de receitas da FAO celebra a culinária e o património alimentar dos PEID com receitas contemporâneas das Caraíbas, do Pacífico, do Atlântico, do Oceano Índico e da região do Mar do Sul da China.
A cachupa, um dos pratos tradicionais de Cabo Verde e um dos símbolos mais fortes da identidade cultural e da resiliência do país, está agora incluída no Museu da FAO, em Roma.
Este prato tem como ingrediente principal o milho, além de feijão, legumes e carne, havendo várias formas de preparação.
Numa entrevista à Televisão de Cabo Verde, Lamine Medina disse que se sentiu orgulhoso por ter levado a cachupa para o Museu da FAO, em Roma. “Senti-me guardião da nossa gastronomia. Mas podia ser outra pessoa qualquer. Então, obviamente, fiquei muito orgulhoso”.
Para Lamine Medina, conseguir colocar a cachupa no Museu da FAO é um momento histórico. “Para nós, da área, é ímpar, é um sonho. Conseguir inscrever a cachupa no Museu da FAO é um momento de orgulho”.