As eleições para secretário geral da ONU para Rebeca Grynspan? 

Numa  primeira e informal votação no Conselho de Segurança a candidata costa-riquenha Rebeca Grynspan, atual responsável da ONU Comércio e Desenvolvimento, lidera a corrida para suceder a António Guterres à frente das Nações Unidas.  

A votação, conhecida como "straw poll" ( A straw poll is a voting that can be used to help people to easily determine the opinion of a group), é informal e secreta, mas os resultados rapidamente foram tornados públicos.

Os 15 membros do Conselho de Segurança (dez eleitos e cinco permanentes) votam em cada um dos sete candidatos, dizendo se encorajam, desencorajam ou não têm opinião sobre a candidatura.

Na primeira votação não se sabe se algum desses votos a desencorajar é de um membro permanente, que tem direito de veto, já que todos votaram em boletins brancos.

Mas nas  próximas votações entrarão em jogo os boletins vermelhos, para os membros permanentes, que o podem esclarecer.

A PassBlue, publicação digital independente que monitora e relata as atividades das Nações Unidas, divulgou no X os resultados da votação, confirmados também pela Reuters.

 

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We have the #s for the UN Security Council straw poll in the selection process for UN secretary-general

 

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Fontes diplomáticas disseram à Reuters que Grynspan, economista que já foi vice-presidente da Costa Rica, liderou a votação, com dez "encorajar" e um "desencorajar", seguida da antiga ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, com nove votos positivos e dois negativos.

O argentino Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atómica, surge em terceiro lugar com sete "encorajar" e dois "desencorajar".

Segue-se Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, que surge com  cinco votos a "desencorajar" a sua candidatura, vindo depois o ex-líder senegalês Macky Sall, a equatoriana Maria Fernanda Espinosa e o candidato de última hora do Uganda, Ollara Otunnu, a fechar a lista.

Após várias votações, o Conselho de Segurança vai sugerir um nome à Assembleia Geral, que vai eleger finalmente o próximo secretário-geral, que vai suceder ao antigo primeiro-ministro português a 1 de abril de 2027.

A candidata Grynspan nasceu em San José, Costa Rica, foi nomeada Secretária-Geral da Conferência das Nações Unidas de Comêrcio e Desenvolvimento (UNCTAD) em junho 2021.

Em 2010 foi eleita secretária-geral adjunta das Nações Unidas (ONU) e administradora associada do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Entre 2006 e 2010 ocupou o cargo de diretora regional para a América Latina e o Caribe do PNUD.

Antes de se incorporar nas Nações Unidas, foi vice-presidente da Costa Rica (1994- 1998).

Foi também ministra da habitação, ministra coordenadora dos assuntos econômicos e sociais e vice-ministra das finanças.

Além disso, foi membro do Painel de Alto Nível sobre Financiamento para o Desenvolvimento convocado pelo então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em 2001.

Reconhecida defensora de politicas centradas no desenvolvimento humano, ajudou em grande medida a centrar a atenção do mundo e da América Latina em questões tão importantes como a redução das desigualdades e da pobreza, a igualdade de gênero, a cooperação sul-sul como instrumento de desenvolvimento e o alcance dos objetivos de desenvolvimento do milênio, entre outras.

Foi também delegada da ONU na Comissão para a Reconstrução do Haiti, um grupo composto pelo governo haitiano, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e outros destacados associados internacionais.

Em junho de 2014 assumiu o cargo de presidente do Conselho de Administração do Instituto Internacional de Ambiente e Desenvolvimento (IIED, nas suas siglas em inglês), uma das organizações mais influentes do mundo em matéria de pesquisa de políticas que se dedicam à interação entre o desenvolvimento e o ambiente.

Grynspan faz parte, entre outros, do Comitê Diretivo do SUN Movement da UNICEF “Scaling-up Nutrition”; do Conselho de Governo da Sociedade para o Desenvolvimento Internacional (SID), uma rede global dedicada ao desenvolvimento; da Comissão Mundial sobre o Futuro do Trabalho da OIT; do Conselho Consultivo do Fórum Econômico Internacional Expansión 2021; e é membro do grupo de líderes mundiais que integram o recém-criado Painel Independente de Alto Nível sobre o Financiamento de Bens Comuns Globais para a Pandemia do G20.

Rebeca Grynspan fez parte de iniciativas fundamentais das Nações Unidas, como o grupo de trabalho do Projeto do Milênio sobre Pobreza e Desenvolvimento Economico e do Painel de Alto Nível sobre Financiamento para o Desenvolvimento.

Em 2017 recebeu o Reconhecimento à Excelência da Forbes, a Grande Cruz da Ordem Civil de Alfonso X O Sábio do governo da Espanha e em 2020 recebeu o prêmio Aquí Europa-Vocento como personalidade latino-americana que mais fez pela construção UE-América Latina.

Em 17 de novembro de 2016 começou a fazer parte do Patronato do Instituto Complutense de Estudos Internacionais (ICEI) da Universidade Complutense de Madrid.

A revista Forbes escolheu-a em 2017, 2018, 2019 e 2020 como uma das 100 mulheres mais poderosas da América Central. Em 2020, recebeu o prêmio Gumersindo de Azcarate e o prêmio Mulher do Ano da Associação Women in a Legal World.

Em 2021 foi nomeada pelo Presidente da Argentina como membro do grupo de peritos internacionais do Conselho Económico e Social da Argentina.

É formada em economia pela Universidade de Costa Rica e pós-graduada em economia pela Universidade de Sussex. Recebeu o título de Doutora “Honoris Causa” da Universidade de Extremadura e da Universidade Europeia graças à sua trajetória profissional.