Sim, que Entrevista a do PR Lula da Silva!

Trata-se de um daqueles cidadaos em 100 milhoes este nosso Lula!Ele desarmou em 40 minutos duas tentativas de o minimizar feita por dois ditos jornalistas.

Verao tal no filme abaixo e antes pf leiam o texto de Fernando Moura!

A sua sintese da entrevista é brilhante e merece a máxima divulgação

Leiam!

A patacoada protagonizada por César Tralli e Renata Vasconcellos no asqueroso debate com Lula foi uma cena silênica: grotesca, bufonesca e ridícula na aparência, mas reveladora da perversidade escondida sob a maquiagem institucional. Uma espécie de Inquisição cômica em horário nobre. Faltaram apenas as tochas, o capuz do carrasco e a confissão — já redigida, naturalmente, pela direção da emissora.

Tudo foi cuidadosamente encenado para parecer jornalismo sério. O problema é que o figurino da imparcialidade estava puído, o cenário cheirava a arquivo morto e o roteiro parecia ter sido desenterrado de alguma gaveta da eleição de 1989.

Na tentativa de fantasiar militância política com o paletó da neutralidade, a plim-plim acabou mostrando o que havia debaixo da roupa: malícia, partidarismo e uma irresistível vocação para a farsa. Tralli e Vasconcellos cumpriram disciplinadamente os papéis que lhes foram reservados e, ao menos nesse aspecto, fizeram jus aos salários. Pergunta, interrupção, reprimenda, semblante grave: cada gesto parecia ensaiado para um espetáculo em que a sentença já existia antes mesmo do interrogatório.

Quando uma entrevista se transforma em inquisição e o jornalismo assume o papel de promotor, a emissora deixa de informar. Passa apenas a exibir seus interesses, suas preferências e seus truques — com aquela solenidade típica de quem acredita que uma bancada iluminada transforma qualquer manipulação em verdade revelada.

Trata-se de uma irresponsabilidade praticada em cadeia nacional, um verdadeiro crime contra o jornalismo honesto — não no sentido jurídico, evidentemente, mas no ético. Uma violação dos princípios mínimos de equilíbrio, rigor e compromisso com a informação. Em vez de esclarecer o público, monta-se um tribunal; em vez de perguntar, busca-se arrancar uma confissão; em vez de jornalismo, entrega-se dramaturgia política com cenário de telejornal e orçamento milionário.

É assim, entre cenografia, caras severas e indignação sob encomenda, que a Globo continua dilapidando sua já combalida credibilidade. Tenta repetir a fórmula usada para fabricar Collor e reciclada na ascensão de Bolsonaro: escolhe o enquadramento, prepara o clima, distribui os papéis e, ao final, finge que apenas registrou os acontecimentos.

Só que o número envelheceu. A plateia já enxerga os fios, o coelho está cansado e a cartola perdeu o fundo falso. A fantasia da Globo perdeu o brilho: o que antes pretendia seduzir agora parece caricatura; o que buscava impor respeito produz desconfiança; e o que se apresenta com pompa de autoridade termina provocando aquilo que mais teme — o riso.

( Fernando Moura)

 

https://youtu.be/p5ZnP0qRlyc?is=3-JZqmcXK0pVeQ-r