Mais de 142 mil eleitores foram chamados a escolher o Presidente, numa campanha  crispada, mas sem registo de incidentes de maior.

Eugénio Tiny e Miques João foram os outros dois candidatos, contabilizando, respetivamente, 1,97% e 1,58%. Voltaram a não contar com qualquer apoio partidário e a sua campanha eleitoral foi praticamente inexistente.

Carlos Vila Nova, que não contou desta feita  com o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), recandidatou-se suportado por uma plataforma da oposição, que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala da oposição da própria ADI.

Nito d'Abreu, líder parlamentar da ADI, foi o candidato oficial, apoiado pela ala da ADI leal ao ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, cujo Governo foi demitido em janeiro de 2025 pelo chefe de Estado, Carlos Vila Nova.

Desde que alcançou a independência a 12 de julho de 1975, São Tomé e Príncipe tem conhecido uma elevada instabilidade política, caraterizada por frequentes mudanças de executivos.

O histórico político do país divide-se em duas fases principais:

  • Período de Partido Único (1975–1991): Após a independência, o país foi governado pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) com  cargo de Primeiro-Ministro a ser ocupado por Miguel Trovoada entre 1975 e 1979. O posto foi depois abolido, passando as funções executivas a ser coordenadas diretamente pela presidência.
  • Período Democrático e Multipartidário (desde 1991): Com a aprovação da nova Constituição democrática em 1990, o país instituiu um sistema semi-presidencialista. A partir de 1991, a rotatividade governamental tem sido muito acentuada. O 18º governo constitucional tomou posse em janeiro de 2025, liderado pelo Primeiro-Ministro Américo Ramos.

Devido à sucessão de moções de censura e quedas de executivos, a grande maioria dos governos são-tomenses não consegue completar a legislatura, sendo que, até aos últimos anos, apenas dois governos constitucionais cumpriram na totalidade o seu mandato.